Oliveira do Hospital recebe, entre 14 e 17 de outubro, a primeira edição do encontro literário “OH Palavras”, uma iniciativa do Município e das Bibliotecas Municipais que pretende promover o gosto pela leitura e aproximar escritores, leitores e comunidade. A Casa da Cultura César Oliveira é o palco de quatro dias dedicados à literatura, à poesia, à ilustração, à narração de histórias e à música.
Na sessão de abertura, a vereadora da Cultura e da Educação, Luísa Correia, destacou o papel da leitura na formação de cidadãos críticos, na construção do conhecimento e na promoção de uma sociedade mais tolerante e participativa.
“Enquanto vereadora da Cultura, mas também vereadora da Educação, acredito profundamente que a leitura é muito mais do que um hábito. É uma ferramenta da liberdade”, afirmou.
A autarca alertou para a importância dos livros num contexto marcado, na sua perspetiva, pelo crescimento da indiferença e da intolerância. Sublinhou que a leitura permite compreender diferentes realidades, questionar o mundo e desenvolver o pensamento crítico, contribuindo também para imaginar novas possibilidades.
“É também através dos livros que aprendemos a imaginar aquilo que ainda não existe”, acrescentou, defendendo a necessidade de tornar a literatura mais próxima das pessoas, incentivar hábitos de leitura e criar oportunidades de encontro entre autores e leitores.
Luísa Correia salientou ainda a relação entre cultura e educação, considerando que ambas são fundamentais para o desenvolvimento individual e coletivo. Enquanto a educação abre caminho ao conhecimento, a cultura permite explorar novas formas de sentir, pensar e participar na sociedade.
É neste contexto que nasce o “OH Palavras”, que, na sua primeira edição, pretende afirmar Oliveira do Hospital como um espaço de partilha cultural, reflexão e descoberta.
“Queremos fazer de Oliveira do Hospital um lugar onde se vive cultura, onde os livros circulam, onde as ideias se partilham e onde todos encontram espaço para descobrir novas histórias”, declarou a vereadora.
Na sua intervenção, Luísa Correia reforçou a importância da leitura e da valorização cultural para o desenvolvimento das comunidades, defendendo que o investimento na cultura representa, acima de tudo, um investimento nas pessoas.
“Porque uma cidade que lê é uma cidade que pensa, porque uma cidade que escuta é uma cidade que aprende e uma cidade que valoriza a cultura é uma cidade que investe efetivamente nas pessoas”, afirmou.
Na ocasião, Teresa Mendes, bibliotecária das Bibliotecas Municipais de Oliveira do Hospital, destacou a importância do encontro como espaço de aproximação entre os livros, os autores e a população, com especial atenção à diversidade de públicos e ao envolvimento da comunidade educativa.
“É precisamente este espírito do OH Palavras que nos dá espaço de encontro em torno da literatura, da leitura e das diferentes formas de expressão artística”, referiu, explicando que a iniciativa pretende levar a palavra e os livros às escolas e à comunidade.
A responsável sublinhou que, apesar da presença de artistas e profissionais ligados ao universo literário, são as pessoas que assumem o papel central no encontro.
“Teremos connosco artistas e profissionais ligados ao universo do livro e da leitura. Mas teremos também aquilo que é, para nós, primeiramente fundamental, as pessoas”, salientou.
O envolvimento das escolas constitui uma das apostas da programação, tendo em conta a importância do contacto com os livros, os escritores e as diferentes expressões artísticas no despertar da curiosidade e na descoberta de novos interesses entre os mais jovens.
Teresa Mendes considera que estas experiências podem ter um impacto duradouro, proporcionando novas perspetivas e incentivando a reflexão.
“Acreditamos que o contacto com os livros, com os autores e com as diferentes linguagens artísticas pode abrir portas para muitos que ainda não conhecemos e despertar perguntas que nos acompanham pela vida fora”, afirmou.
Mais do que um conjunto de iniciativas culturais, o “OH Palavras” pretende contribuir para reforçar o papel das bibliotecas enquanto espaços de encontro, participação e construção de uma comunidade mais próxima da cultura e da leitura.
Na conclusão da sua intervenção, a bibliotecária manifestou o desejo de que esta primeira edição seja o início de um projeto duradouro: “Que esta seja a primeira de muitas páginas de uma história que iremos construir em conjunto”.














