Presidente da Câmara admitiu, em reunião da assembleia municipal, que a obra não está a correr bem mas que a empresa a quem foram adjudicados os trabalhos se encontra em processo de recuperação.
O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital reconheceu, em reunião da Assembleia Municipal, que os trabalhos de remoção das placas de amianto no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital não estão a correr bem, devido a problemas com a construtora que ganhou o concurso público para a execução da empreitada – a empresa Construções Irmãos Peres com sede em Aldeia de Nogueira.
José Carlos Alexandrino que aproveitou para responder ao deputado do PSD, João Brito, que criticou o ritmo lento com que estão a ser retiradas as placas de fibrocimento da escola sede do AEOH, fez notar que, pese embora a obra não esteja a correr como previsto, a “contratação pública tem regras”, e que “as coisas têm prazos e há coimas pelo não cumprimento dos prazos”.
Apesar dos contratempos que têm surgido, primeiro com as questões da titularidade dos terrenos e dos edifícios escolares e com a demora do visto do Tribunal de Contas, e agora com os problemas financeiros que a construtora está a atravessar, o autarca lembrou o eleito do PSD que se não fosse ele a arranjar o financiamento para a obra – cerca de um milhão de euros, “o amianto continuava lá agora e durante muitos anos”.
Alexandrino adiantou que a empresa CIP, a quem adjudicou também a obra de requalificação da Casa da Cultura, está em processo de recuperação e não em insolvência, pelo que acredita na realização dos trabalhos dentro dos prazos contratualizados.
Entretanto em declarações à Rádio Boa Nova, o diretor do AEOH, Carlos Carvalheira confirmou a suspensão dos trabalhos, iniciados ainda durante a interrupção letiva do Natal por parte da empresa CIP, devido a “dificuldades da empresa”. O diretor disse contudo acreditar que os trabalhos possam ser retomados ainda no final deste mês, obrigando a uma recalendarização das restantes intervenções.
A caminhar a passos largos para o meio do segundo período de aulas, Carlos Carvalheira não esconde a sua preocupação com a situação, que já obrigou a deslocar os alunos do 4º ano para a EB1 da cidade. O diretor aproveitou por isso para agradecer a compreensão de toda a comunidade educativa envolvida, lembrando que a Associação de Pais tem estado a acompanhar o processo.













