Obra Eugénia Garcia Monteiro assinalou 40 anos de vida

Instituição de apoio à infância situada em Lagares da Beira tem “crescido”, ao longo dos anos, graças à confiança conquistada junto das famílias

A Obra Eugénia Garcia Monteiro, em Lagares da Beira, assinalou 40 anos de existência, fazendo um balanço positivo daquilo que tem sido o trabalho da instituição junto dos seus “pequenos” utentes e famílias.

Uma instituição que apesar de se situar “fora” da sede de concelho tem conseguido, ao longo dos anos, “captar” muitos bebés e crianças da própria cidade de Oliveira do Hospital e das freguesias circunvizinhas que veem na Obra Eugénia Monteiro, um local de referência e de “confiança” para colocar os seus filhos.

Atualmente com 68 utentes distribuídos pelas valências de creche, jardim de infância e ATL, a instituição tem como grande “mais valia” o facto de dispor de um serviço de transporte que vai levar e buscar as crianças a casa, o que segundo a diretora técnica, Marta Pereira, se tem revelado determinante para o crescimento da instituição. “Se não fosse isto estaríamos numa situação complicada, nunca conseguiríamos preencher a totalidade das vagas”, garante, lembrando que a instituição tem como “únicos” clientes as crianças, o que com a diminuição da taxa de natalidade “teria consequências muito graves para a nossa instituição ”. “O serviço de transporte permitiu-nos crescer e alargar a nossa área de intervenção, chegamos não só a Oliveira como a alguns concelhos vizinhos”, refere a técnica, lembrando que a certa altura, a instituição deu resposta à lista de espera de algumas IPSS’s de Oliveira que não tinham vagas suficientes para o número de inscritos.

“A realidade entretanto mudou e essas IPSS’s também lutam hoje por ter mais utentes, mesmo assim continuamos a ter muitas crianças de fora de Lagares, porque temos a sorte de ter aqui algumas fábricas que nos trazem utentes de outras freguesias”, relata Marta Pereira, acreditando que a instituição tem conseguido crescer graças à confiança conquistada junto das famílias. “Há muitos pais que trazem o primeiro filho e que nos voltam a procurar anos mais tarde quando têm o segundo, e mais e isso é reconfortante, é sinal da qualidade da nossa resposta”, considera a técnica, lembrando que apesar desta ser uma IPSS situada numa zona mais rural “ela tem conseguido fidelizar as famílias”. “As pessoas veem-nos como uma alternativa de qualidade”, afirma, apreensiva, todavia, com o futuro, na medida em que a diminuição do número de crianças “torna tudo muito incerto”.

“Podemos passar de um ano em que temos as vagas todas preenchidas para outro em que estamos a meio gás”, relata a técnica, apostada em dar visibilidade à instituição e em melhorar constantemente a qualidade do serviço para continuar a atrair utentes. “Não é fácil, porque há cada vez menos crianças, mas nós fazemos o nosso marketing social”, garante a responsável, dizendo-se atenta a todas as oportunidades de “crescimento” e às novas respostas na área da primeira infância, pois “hoje as instituições têm de ter muita criatividade para se conseguirem manter”, reconhece, esperando que o novo quadro comunitário possa também dar uma ajuda na remodelação de alguns espaços da casa que há 40 anos foi legada por D. Eugénia Monteiro de Brito para apoio às crianças da freguesia de Lagares da Beira.

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