Rodeada de antigos “barões” e conhecidos militantes do PSD local, Sandra Fidalgo tomou posse, sábado passado, como presidente da nova Comissão Política Concelhia de Oliveira do Hospital.
Com as eleições autárquicas de 2025 no horizonte, a reeleita presidente mostra-se “confiante” numa mudança de liderança partidária a nível concelhio e entende que “estamos numa fase crucial”. “As expectativas são grandes a nível nacional e também aqui, os desafios são igualmente altos”, afirmou, não sem antes recordar os tempos dificeis que têm trilhado até aqui, em que o PSD tem saído consecutivamente derrotado nos últimos atos eleitorais.
Com os social democratas no Governo da nação, Sandra Fidalgo fez ver que os ventos podem agora soprar mais favoravelmente para a estrutura local do partido, que sonha já em voltar a conquistar a “matriz social democrata” que “o concelho sempre teve”. “Temos feito uma oposição firme, responsável e construtiva na Câmara Municipal” e queremos ser uma “alternativa séria” fez notar, elogiando nomeadamente a prestação do primeiro eleito, o vereador Francisco Rodrigues.
Sandra Fidalgo recordou inclusivamente um episódio em que terá sido posta em causa a sua “integridade” enquanto este era funcionário da autarquia e homem da confiança politica do antigo presidente da Câmara , num processo relacionado com a instalação de novas empresas na zona industrial da Cordinha, dando nota de que as mesmas continuam “boicotadas” e sem se instalarem naquele espaço, mesmo sem Francisco Rodrigues na Câmara Municipal.
Considerando que o PS continua a governar o concelho com “um atraso significativo em várias áreas”, Sandra Fidalgo apontou nomeadamente a falta de “um serviço de urgências”, “uma sala de espetáculos” e de um “pavilhão multiusos” na cidade, considerando ainda haver muito por fazer na área da mobilidade. Por tudo isto, mostra-se confiante “numa mudança de liderança”, apostando, para tal, em “fortalecer a comunicação interna e externa da secção” de forma a “aproximar a política das pessoas”.
Visivelmente empenhado no regresso do PSD ao poder local, está o reeleito presidente da Assembleia de Secção e antigo presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, Mário Alves, que monopolizou grande parte do tempo das intervenções para apelar ao empenho de todos e à “congregação de vontades” para que isso aconteça já em 2025. E atirou fortes críticas à governação socialista, que acusou, entre outras coisas, de ter desperdiçado “muito dinheiro de fundos comunitários” nos vários projetos que tem em execução, por não os concluir a tempo.
A dizer presente nesta tomada de posse, independentemente da sua lista não ter ganho nesta secção nas recentes eleições internas, o reeleito presidente da Distrital, Paulo Leitão, comparou os mandatos do PSD com os últimos quatro do PS à frente dos destinos da Câmara Municipal e concluiu que “não se compara”, acusando os socialistas de não saírem das “promessas”. “Com o PSD a liderar o Governo e nos próximos anos na liderança da Câmara Municipal isto será completamente diferente, vamos passar das palavras aos atos” afirmou, convicto de uma mudança em 2025.














