Paulo Marques, residente em Oliveira do Hospital, cuida diariamente de mais de uma centena de animais. Todos eles lhe foram entregues ou, como conta ao Folha do Centro, encontrados pelo próprio nas redondezas da cidade. Desta forma, Paulo vem confirmar o facto do abandono e a negligência animal serem uma prática recorrente na região.
Desde muito novo que Paulo se dedica ao combate aos maus tratos dos animais. Foi um cão abandonado, quando ainda era criança, que despertou a paixão pelos animais que o viria a acompanhar até à idade adulta. “A todos os que ia encontrando ao longo da vida ia dando a mão. Ia tentando ajudar de alguma forma”, diz-nos.
Atualmente, já perdeu a conta ao número de animais aos quais estendeu a mão e deu abrigo, comida e bons tratos. O abandono e a negligência animal continuam a ser uma realidade no concelho de Oliveira do Hospital e, foi com vista ao combate a esta situação, que criou, em 2014, a Associação “Patudos, Peludos e Companhia”, uma associação de defesa e proteção de animais abandonados e em risco. Uma Associação criada “para chamar a atenção”, mas também para “tentar minimizar os custos, sobretudo na alimentação de todos os animais”, custos que rondam os 1000€ por mês.
Neste dia 4 de outubro, dia Mundial do Animal, Paulo afirma que o abandono animal continua a ser uma realidade na região. São muitos os cães – entre cavalos, gatos, porcos e outros – que encontra abandonados nas redondezas da cidade de Oliveira do Hospital, tendo, atualmente, a seu cargo mais de 150 animais.
Na sua luta pelo fim do abandono animal, relembra, a todos os residentes do concelho, que os “animais são nossos amigos e devemos trata-los como tal”, afirmando ainda “que ninguém é obrigado a ter um animal, mas uma vez que se tomou a opção de ter, vamos ter de nos responsabilizar por isso”, não os “rejeitando ao primeiro problema”.
É possível adotar alguns dos animais que se encontram aos cuidados de Paulo. No entanto, o mesmo afirma só permitir a adoção a famílias que os tratem de forma bastante responsável.
