É a quarta “vez” de Francisco Costa em Marrocos, quase sempre com paragem obrigatória em Marraquexe, mas desta vez Saidia, no norte do país, foi o destino de eleição da família de conhecidos empresários do comércio da Ponte das Três Entradas.
Não tivessem sido decretados 3 dias de luto nacional e suspensas todas as atividades de animação no hotel onde se encontravam a passar uns dias de férias, e Francisco não se teria apercebido do que se estava a passar mais a sul, na cordilheira do Atlas, a escassos 70 km de Marraquexe, uma das cidades mais turísticas do país.
“As notícias são em árabe, não dá para perceber nada”, conta -nos nas vésperas de partir para Portugal, e ainda sem uma noção verdadeiramente da dimensão do caos que está instalado na zona onde o sismo teve o seu epicentro. “Aqui não notámos nada, falou-se pouco do assunto, acho que eu fiquei mais aflito que eles que continuam a receber turistas normalmente”, conta-nos o oliveirense que das quatro vezes que já esteve em Marrocos, por sorte “esta foi a única vez que não foi a Marraquexe”.
“Mas falei aqui com um habitante de lá que me disse que a cidade continua a vida normal, as zonas mais afectadas ficam quase a 70 km nas montanhas do Atlas”, refere, garantindo que em Saidia onde se encontravam “nem sequer sentiram o abalo”.
“Acho que houve zonas em Portugal onde se sentiu bem mais”, diz Francisco, que foi falando com várias pessoas de Marraquexe que trabalham nos hotéis em Saidia, com relatos de familiares que ficaram com “todo roto” em casa.
Apesar da dimensão da tragédia, o país continua a receber turistas, “só aqui ao hotel onde estamos chegaram ontem 400 portugueses”, conta o empresário da Ponte das Três Entradas, que espera poder voltar a Marraquexe e à zona das montanhas que acabou por nunca ter oportunidade de visitar.













