A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) instaurou um inquérito ao Nogueirense, pela alegada situação ilegal de dois atletas do clube no primeiro jogo do Campeonato Nacional de Sériores, frente ao Futebol Clube Oliveira do Hospital (FCOH).
Os jogadores em causa são Peter e Akoh, ambos da Nigéria. A FPF alega que os jogadores estão em situação irregular em Portugal e o clube ao utilizá-los arrisca-se a perder o jogo com derrota de três zero e a ser multado.
Em declarações ao Folha do Centro, o presidente do Nogueirense diz que os atletas “têm cartão passado pela Associação de Futebol de Coimbra, bem como as vinhetas para os jogos” (ver foto). Joaquim Marques frisa que “se existe alguma ilegalidade, não foi nossa, nem dos atletas”.
O caso terá que ser resolvido entre a AFC e a FPF. “A AFC é o rosto da federação”, sublinha o dirigente desportivo. Afirma ainda que os dois jogadores “têm toda a sua situação legal em dia, inclusive, temos documentos do Serviço de Estrangeiros a atestá-lo”. Como medida preventiva os dois atletas não jogaram o jogo entre o Nogueirense e o Sabugal na última jornada. “Eles não jogaram e ganhámos na mesma o jogo”, enfatiza. Deixa também claro que “iremos pedir responsabilidades pela situação que nos criaram”, e que “querem ganhar o jogo que perderam em campo na secretaria”.
Apesar de não o dizer claramente, Joaquim Marques deixa entender que terá sido o FCOH a apresentar uma queixa na FPF para que fosse levantado o inquérito. No entanto, contactado pela CentroTV o presidente do FCOH, Paulo Figueira, desmente. “Nós não apresentámos nenhuma queixa”, conclui.
