Feriado Municipal deverá ficar marcado por um conjunto de homenagens a cidadãos, instituições, empresas e estudantes de Oliveira do Hospital.
O Município de Oliveira do Hospital está hoje a homenagear mais um conjunto de personalidades e instituições do concelho, durante a habitual sessão solene comemorativa do feriado municipal, que se assinala esta sexta-feira, e que simboliza o facto de ter sido só no dia 7 de outubro que os oliveirenses tiveram conhecimento da notícia da implantação da República.
Um dia que, segundo o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino deverá ser essencialmente de “festa” e de “enaltecimento das coisas boas que temos em Oliveira do Hospital”. “Temos pessoas de muito valor, de muito mérito nas várias áreas e é isso que procuramos valorizar e reconhecer neste dia”, entende o autarca, que discorda daqueles que o criticam de “banalizar” as mais altas distinções do Município. “Hoje são estas pessoas, mas há um conjunto de muitas outras que poderiam receber esta distinção, porque eu sou a favor, e este ano até temos duas homenagens a titulo póstumo, de fazer as homenagens em vida”, refere Alexandrino, que neste dia feriado quer realçar sobretudo aquilo que o concelho a que preside tem de bom.
“As medalhas não são para os ricos, nem para os pobres, não têm cor partidária, não são rosa, não são vermelhas, não são laranjas, as medalhas são para quem trabalhou, para quem pugnou pelo desenvolvimento, e para quem o fez com honestidade intelectual”, refere, lembrando que há um conjunto de pessoas “anónimas” que também merecem esta distinção, “pela sua dedicação a algumas causas”. “Isto não é vulgarizar as medalhas, é dizer obrigada pela sua comunidade”, esclarece o edil, que, neste dia, vai uma vez mais “puxar” pela auto estima dos oliveirenses, lembrando o seu mérito e a sua capacidade de reagir às dificuldades.
A um ano de terminar o segundo mandato à frente da autarquia oliveirense, Alexandrino vai de resto aproveitar para fazer um balanço da obra feita, mas já com olhos postos na “Oliveira do futuro”. Na sessão vai, aliás, ser apresentado publicamente o projeto de remodelação da Casa da Cultura e Colégio Brás Garcia de Mascarenhas, que vai acolher um novo auditório com capacidade para 300 pessoas, onde vai ser possível também aos oliveirenses terem acesso a outro tipo de programação cultural que atualmente está vedada à Casa da Cultura, por falta de condições. “Espero ainda ser eu a inaugurar essa obra”, adianta o presidente da Câmara, quer na reta final de mandato se prepara para lançar um conjunto de obras na cidade, no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, contemplando Oliveira do Hospital com mais de cinco milhões de euros de investimento. “A Zona Histórica no final irá ficar com uma roupagem completamente diferente”, aludiu, acreditando que Oliveira do Hospital é hoje um concelho muito diferente para “melhor” daquele que encontrou há seis anos, quando foi eleito presidente. “Nós fomos uma lufada de ar fresco”, conclui.
Alexandrino volta a reclamar por melhores infraestruturas rodoviárias
Apesar do dia ser de festa no Município, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino não irá deixar passar em branco aquela que é uma das mais antigas lutas dos oliveirenses e dos seus representantes nos últimos anos: a construção de melhores acessibilidades ao concelho.
Aproveitando a presença do Ministro Adjunto do Ambiente, Eduardo Cabrita, na sessão solene comemorativa, o autarca irá, uma vez mais, fazer ouvir a sua voz, junto do Governo, mostrando o seu descontentamento pelo concelho continuar a ser servido por estradas do tempo da monarquia. “Não vamos deixar de dar enfoque a estas questões, à requalificação da EN17 que está a demorar tempo a mais a ser lançada no terreno e à conclusão do IC6, que são reivindicações mais que justas”, entende o autarca, que apesar de ter preparado o “recado” ao Governo, não pretende transformar esta sessão numa jornada de luta pelas acessibilidades. “Irei depois de uma forma mais particular fazer sentir o meu desagrado, mas não será o dia próprio para o fazer”, garante, não deixando de culpabilizar os sucessivos governos de faltarem com esta promessa a Oliveira do Hospital, atrasando assim o próprio desenvolvimento económico do território. “Oliveira do Hospital podia ter mais umas centenas de postos de trabalho se tivesse estradas dignas desse nome”, considera o edil, para quem não tem sido “por falta de empenho e de luta do seu executivo” que estas infra estruturas não foram realizadas.
Investimento da Altice cria 200 postos de trabalho já a partir do final do mês
Mesmo sem estradas “dignas” que permitam atrair novos investimentos, o executivo liderado por José Carlos Alexandrino orgulha-se de ter “ganho” a batalha do desemprego no concelho, e de se preparar para “inaugurar”, ainda este mês, um investimento na área das telecomunicações, realizado pela atual “dona” da PT – a operadora francesa Altice. “Isto não acontece por acaso”, garante Alexandrino, para quem não há dúvidas que o futuro “call center” é “ fruto” do trabalho que a sua equipa tem vindo a fazer, ao longo dos últimos, e que se centrou essencialmente em dar “uma imagem de modernidade e uma maior visibilidade ao concelho”.
“Oliveira é hoje outra cidade, com outro movimento, outra visibilidade”, considera Alexandrino, lembrando que os seus executivos inauguraram um novo estilo de governação “mais centrado nas pessoas” , que agora começa a dar os seus resultados. “Não nos podemos esquecer que nós entrámos em plena crise das confeções, com centenas de pessoas no desemprego, em que o concelho se encontrava em recessão e hoje voltamos a ter essas e outras empresas pujantes”, recorda, lembrando que mesmo a Câmara não tendo a responsabilidade de criar emprego, nesses anos “negros” no concelho “suámos a camisola para tentar encontrar soluções junto dos empresários”, conta o edil.
“Batemos a muitas portas e só não conseguimos mais investimentos porque concorremos com 308 municípios, com outras condições, sobretudo, no campo das acessibilidades”, afirma o edil, satisfeito por o concelho que hoje lidera ser um concelho na “moda”.
Na moda, não só porque continua a fabricar “os melhores fatos do mundo”, mas também porque consegue atrair o mais recente centro de atendimento ao cliente da operadora francesa Altice, entretanto disputado por outros concelhos do Interior.
O novo “call center” irá funcionar, numa fase de arranque, no espaço multiusos do Mercado Municipal, que será cedido pela Câmara Municipal que assina, ainda este mês, um protocolo de colaboração com a empresa de telecomunicações tendo em conta a sua ocupação e o número de postos de trabalho criados em Oliveira do Hospital.
