Câmara Municipal aprova orçamento de 17 milhões de euros com o voto contra da única vereadora do PSD.
É um projeto novo na área do desenvolvimento económico e está plasmado no orçamento do Município para 2015. Trata-se do projeto “Pro Ativos” e tem como objetivo ajudar as empresas na contratação de novos trabalhadores.
Depois do programa Ativos Sociais que ajudou à colocação no mercado de trabalho – em entidades públicas como juntas de freguesia e IPSS´s – de mais de uma centena de pessoas em situação de desemprego, a Câmara Municipal decidiu estender este “apoio” ao setor privado, inscrevendo no próximo orçamento municipal uma verba de 150 mil euros destinada a apoiar as empresas na contratação de jovens.
A medida foi referenciada pelo presidente do executivo, José Carlos Alexandrino, como sendo uma das novidades do orçamento e plano de atividades para o próximo ano que reforça, uma vez mais, o investimento municipal em áreas como o desenvolvimento económico e empreendedorismo. “Vai ser possível ajudar empresas a contratarem os nossos jovens, desde que o façam por um período de três anos, ou com contratos por tempo indeterminado”, adiantou o edil, para quem este projeto por vir a ter um alcance ainda maior, em próximos orçamentos. Para já, o desafio é “trocar algumas obras físicas” por este investimento, considera Alexandrino, explicando que o apoio à contratação é de 12 meses, podendo ir até aos 18 meses, se as empresas tiverem possibilidade de fazer contratos por tempo indeterminado. “A nossa ideia é fazer com que os nossos jovens se fixem”, garante o edil, para quem só é possível diminuir o apoio às famílias “se houver mais emprego” e mais “desenvolvimento económico”.
Com o orçamento mais “realista” dos últimos anos, na ordem dos 17 milhões de euros, José Carlos Alexandrino garante todavia que este é um documento com “ambição” e “dinâmica”, que dá também prioridade a áreas como a educação e ação social, preparando-se para lançar nesta área um programa de apoio à habitação. “Vamos lançar o projeto «Casa Digna», que tem como objetivo recuperar um conjunto de habitações no valor de 150 mil euros”, referiu o autarca, dando nota de um outro projeto relacionado com o saneamento básico que tem como meta atingir os 95% de cobertura concelhia, apesar de Oliveira do Hospital se encontrar acima da média nacional em termos da rede de saneamento. “Estes são os três pilares em que assenta o próximo orçamento para termos um concelho que possa desafiar o futuro”, acrescentou o edil, que aponta ainda a sustentabilidade financeira do Município como outra das prioridades fundamentais do documento.
Visão diferente tem a única vereadora do PSD no executivo, Cristina Oliveira, que aponta a “falta de ambição” que as grandes opções do plano apresentam para o desenvolvimento do concelho. “Num momento em que se discute o próximo quadro comunitário, que será um grande folgo para os municípios, lamento que este não fique plasmado neste plano e orçamento”, afirmou a vereadora da oposição dando nota da redução do investimento nalgumas áreas que, na sua opinião, deveriam ser prioritárias e que serão igualmente eixos prioritários do próximo quadro de apoio comunitário. “Há aqui um esforço de redução da despesa que é assinalável e desejável, contudo as opções que este executivo escolheu não são aquelas que mais potencializam as nossas riquezas”, observou Cristina Oliveira, criticando a falta de “iniciativas que promovam essas riquezas”. “Julgo que este orçamento não serve, e por essa razão votei contra”, conclui a autarca que gostava de ver mais investimento em obra “não física”, nomeadamente em setores como o turismo, agricultura e floresta.













