José Carlos Alexandrino garante que a situação financeira da Câmara Municipal não é nenhum “regabofe” como alguns querem fazer querer.
A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital transitou de ano com zero euros de dívida. A situação financeira do Município a 31 de dezembro de 2015 “sem qualquer tipo de dívida” a curto prazo foi ontem, revelada, pelo presidente José Carlos Alexandrino, naquela que foi a primeira reunião pública do ano do executivo camarário.
Apesar de ter atravessado dois dos piores anos de sempre em termos de financiamento para os municípios, com o fecho de um quadro comunitário e a abertura de um novo, o presidente da Câmara oliveirense garante que as contas da autarquia continuam equilibradas e a prova disso é o saldo apresentado no final do ano. “Todas as contas lançadas até 31 de dezembro foram pagas. Isto só demonstra que houve uma gestão de rigor”, afirmou o edil, lembrando que não há aqui “nenhum milagre da multiplicação dos pães”, mas sim uma “preocupação” instalada de “manter o equilíbrio financeiro junto dos fornecedores”.
Alexandrino aproveitou, aliás, para responder a quem o acusa de despesismo, dizendo que “isto não é nenhum regabofe como alguns querem fazer querer”. “Temos uma gestão financeira e quem vem às obras a Oliveira do Hospital sabe que nós pagamos a tempo e a horas”, afirmou, prometendo manter este “ritmo” no ano que agora se inicia, com os pagamentos aos fornecedores a 15 dias.
Além da dívida a fornecedores ter ficado a zeros, o edil realça também a performance do Município em termos de amortizações dos empréstimos de longo prazo, que representaram uma redução da dívida total em mais de 500 mil euros. “Isto é um número significativo” adiantou o edil que se congratulou com os resultados num ano que, a par com 2014, classificou dos “mais difíceis de sempre” na gestão autárquica. “Este foi um período difícil, porque hoje os municípios, não vale a pena escondê-lo, não têm capacidade financeira para lançar grandes obras sem quadro comunitário”, referiu, não tendo dúvidas também que a Câmara que existe hoje é “muito diferente” daquela que “herdou” em 2009, porque “há quem pense que não herdámos divida, mas herdámos 19 empréstimos”.
Atualmente a Câmara Municipal mantém só dois empréstimos de 80 mil euros cada um e o empréstimo de cinco milhões, que com as amortizações, já está em três milhões. Com estes dados, Alexandrino não tem dúvidas que Oliveira do Hospital e a Câmara Municipal se encontram “muito bem preparadas para os desafios de 2016 e 2017”, até porque é necessário começar a preparar a almofada financeira para as candidaturas ao novo quadro estratégico.
