Pedro Lopes tinha apenas 15 anos e frequentava o curso de mecatrónica automóvel da Eptoliva
A morte de um aluno da Escola Profissional de Oliveira do Hospital – Eptoliva, por suspeita de meningite deixou, ontem, em estado de choque a comunidade escolar e família do jovem, residente na reta da Salinha, freguesia de Nogueira do Cravo.
Pedro Lopes tinha apenas 15 anos e tinha dado entrada no SAP do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, anteontem, com febres elevadas, tendo sido encaminhado para o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde veio a falecer às 23 horas de domingo. Apesar de até ao final do dia de ontem, o Pediátrico não confirmar a morte do jovem oliveirense por infeção meningococcémia, as suspeitas recaem sobre esta doença infeto contagiosa, tendo sido acionadas, ainda no domingo, as medidas profiláticas, junto das pessoas que contactaram diretamente com o jovem. Isso mesmo foi confirmado ao nosso jornal pela Delegada de Saúde de Oliveira do Hospital, Guiomar Sarmento, que confirma o alerta dado pelo Hospital Pediátrico no sentido de prevenir eventuais contágios à família, colegas de turma, ou mesmo aos profissionais que estavam de serviço nas Urgências do Centro de Saúde quando o jovem foi atendido, a confirmar-se, de facto, tratar-se de um caso de meningite.
“Tudo o que foi feito foi no sentido de prevenir, porque para já são só suspeitas” adverte a delegada de saúde, garantindo que foram tomadas todas as medidas no sentido de evitar “o alarme social” que estas situações normalmente geram. “Fomos à escola, falámos com os colegas para os tranquilizar e está tudo medicado com os antibióticos adequados, professores e tudo”, explica a médica, lembrando que igual procedimento já tinha sido feito com os profissionais do Centro de Saúde que estiveram em contacto com o malogrado jovem e a família, sobretudo os pais e os dois irmãos de Pedro Lopes. “Ao todo terão sido medicadas mais de 40 pessoas”, adianta a delegada de saúde, que lamenta o drama desta família, que mesmo sem ter o diagnóstico definitivo, vive o “alarme” da sociedade que nestas situações, tem tendência a “especular”.
“Ainda hoje nos vieram perguntar se pelo facto de verem e tocarem no corpo podiam ficar contagiados, é evidente que não é aconselhável, mas por uma questão de saúde pública não se deve mexer no cadáver”, refere a delegada de saúde, apelando à calma da comunidade, pois “foi tudo feito o que tinha a ser feito”, confirme-se ou não o diagnóstico de meningococcémia.
A Escola Profissional de Oliveira do Hospital adianta também ter cumprido todos os procedimentos em articulação com Delegação de Saúde, no sentido de evitar o alarme no seio da comunidade escolar. A confirmar-se o pior, este é considerado um caso isolado de morte de um jovem por meningite em Oliveira do Hospital.
