O bom tempo ajudou e animou a festa em Lagares da Beira. A imaginação e criatividade fizeram o resto.
Não apenas na conceção das coloridas fantasias, mas também na decoração dos 12 carros alegóricos, preparados pelas populações dos diferentes bairros, a que se juntou um de Aldeia Formosa. Furor fez, sem sombra de dúvida, o Rancho Folclórico da Associação Cultural e Desportiva de Lagares da Beira, que se apresentou com um dos símbolos mais emblemáticos da região: um pastor a sua ovelha. Um “cartaz” da região, tanto mais oportuno, como dizia uma espectadora, pelo facto de «no fim de semana se realizar a Festa do Queijo de Oliveira do Hospital», funcionando como um convite e um “aperitivo” para estar presente.
Um corso carnavalesco que tem, de ano para ano, ganho dimensão na Beira Serra e que tem a particularidade de, há mais de três décadas, ser organizado pela Associação Humanitária dos Bombeiros de Lagares da Beira. Este ano a organização processou-se nos mesmos moldes, com a atracão suplementar das entradas gratuitas, um “presente” oferecido aos foliões, convidando-os a viver o Carnaval… sem custos.
Com uma invejável e divertida moldura humana a acompanhar o cortejo, não faltaram aplausos aos “desinfestadores do ébola”, nem à “corte” de divertidos enfermeiros, talvez os que a “emigração rejeitou”, quiçá devido às fortemente peludas pernas que exibiam. O preso mais ilustre deste país, o ex-primeiro ministro, José Sócrates, também foi convidado de honra do corso, onde a política “caseira” mereceu lugar de honra, com algumas “bocas” aos presidentes de Junta.
Uma festa que continuou com o baile e tem um dos momentos mais emblemáticos com a leitura das tradicionais “deixas”, uma espécie de crónica de escárnio e maldizer de origem centenária, que se mantém atual. Terminadas as “deixas”, assiste-se ao enterro do Entrudo e encerra-se a festa… até ao próximo Carnaval.
