Jovem oliveirense acusa presidente da Assembleia Municipal de o ter impedido de falar

Rodrigues Gonçalves lembrou que o Regimento prevê que o público tenha de se inscrever com cinco dias de antecedência, e não com três dias.

João Cruz, um jovem militante do PCP, diz ter sido impedido, pelo presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, de usar da palavra, no período destinado às intervenções do público, na última sessão da Assembleia Municipal.

“Tinha-me inscrito com três dias de antecedência, mas o Presidente da Mesa impôs a ditadura da maioria do PS, e recusou-se a dar-me a palavra, invocando uma norma – antidemocrática – enxertada no atual “Regimento” da Assembleia Municipal pela maioria PS, segundo a qual as inscrições do público devem ser feitas com pelo menos cinco dias de antecedência”, refuta o jovem oliveirense, que além de acusar Rodrigues Gonçalves de não o ter deixado falar ainda diz que o presidente da Mesa se deu ao “abuso de criticar as perguntas que queria apresentar ao Presidente da Câmara”. “Não há conhecimento que isto seja assim em qualquer outro Município Português”, garante o popular, que se preparava para questionar o executivo sobre alguns “problemas concretos de interesse autárquico que não são resolvidos”.

Num comunicado enviado à imprensa, João Cruz dá conta de que apenas queria questionar José Carlos Alexandrino sobre o “caso” do Elevador da Biblioteca Municipal, em Oliveira do Hospital, que se encontra avariado há mais de ano e meio, impedindo o acesso de pessoas portadoras de deficiência física, nomeadamente motora, de utilizar os seus serviços.

João Cruz levava também no “bolso” outra questão relacionada com o novo edifício do Mercado Municipal e da Central de Camionagem, pretendendo saber qual é a opinião do Executivo Municipal sobre a funcionalidade destas instalações, pretendendo ainda questionar a Câmara sobre os efluentes “escuros e mal cheirosos” que drenam a céu aberto, para linhas de água e terrenos de cultivo, logo à saída da ETAR da Cidade e de Nogueira do Cravo.

O jovem comunista queria ainda saber a quantidade de efluentes que a fábrica SONAE, em S. Paio, descarrega para a ETAR Municipal e às vezes para a Ribeira de Cavalos e por que razão a Iluminação Pública, na Freguesia de Lourosa, é ligada “cerca de 30 minutos de pois de não haver luz solar”.

Impedido de falar na Assembleia Municipal, por ter entregue o pedido de inscrição fora do prazo previsto no atual Regimento, João Cruz, decidiu vir falar para a imprensa, acusando o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital de ter tido uma atitude “antidemocrática” ao não lhe conceder tempo de antena na última reunião.

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