IPC critica orçamento alocado ao ensino superior

Presidente do Politécnico avisa que limitações de verbas por parte do Governo “vão ter consequências” no funcionamento das instituições.

Rui Antunes criticou o valor da dotação financeira inscrita no Orçamento de Estado (OE) para 2017 destinada ao ensino superior. Para o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), que discursava na abertura solene das aulas da instituição que decorreu em Oliveira do Hospital, onde está instalada a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), «esta medida vai ter consequências no funcio­na­­mento das instituições», uma vez que o orçamento alocado às
instituições «não é compatível com as missões das universidades e politécnicos».

O responsável sublinhou ain­da que, de 2010 a 2016, os sucessivos OE «reduziram em 50% os fundos para o ensino superior» e que este corte de verbas é «um problema que tem de ser encarado com frontalidade pelos titulares dos cargos políticos». Rui Antunes afirmou mesmo que do orçamento proposto para o IPC  «85% é destinado a pagar salários e os restantes 15% para consumos gerais».

O presidente da instituição, que cumpre o último mandato nessas funções, fez questão de aflorar os próximos desafios a que o IPC estará sujeito, colocando “à cabeça” o processo eleitoral para o seu sucessor que se iniciará na próxima segunda-feira, dia 31 de outubro, e a nova fase de avaliação dos centros de investigação, anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. «O ano de 2017 terá um conjunto de políticas de apoio à investigação e, nesse sentido, é necessário estar atento para transformar os laboratórios em centros de investigação credenciados, alteração fundamental para concorrer a um conjunto de financiamentos nacionais e locais», disse o responsável.

Outra das oradoras foi Vanda Sardinha,  que fez menção de recordar os presentes que «além das unidades orgânicas de Coimbra do IPC existe a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), unidade de referência e desenvolvimento do interior».

A representante dos estudantes do Politécnico de Coimbra  aludiu à «oferta formativa existe na ESTGOH, que têm como objetivo «colmatar uma lacuna regional e local» e a sua ligação «à investigação e ao tecido empresarial». Vanda Sardinha deixou ainda no ar, como forma de reflexão, «o financiamento às Associações de Estudantes das várias unidades orgânicas» do IPC.

Ricardo Busano

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