Governo aprova abate de meio milhar de sobreiros para construção de central solar para autoconsumo da Sonae Arauco 

UPAC vai situar-se num terreno adjacente à fábrica, na Catraia de São Paio

Imagem: Facebook Sigarrisca

O Governo emitiu uma “declaração de imprescindível utilidade pública” para a unidade de produção para autoconsumo (UPAC) que a Sonae Arauco pretende construir no concelho de Oliveira do Hospital, autorizando a empresa a avançar com o abate de 508 sobreiros, dos quais 172 adultos e 336 jovens, avança hoje o jornal Expresso.

Segundo o semanário, a declaração, assinada pelos secretários de Estado do Ambiente, João Esteves, e das Florestas, Rui Ladeira, foi publicada esta segunda-feira (19) em “Diário da República”, indicando que os abates ocorrerão numa área de povoamento com 2,8 hectares, sublinhando a “inexistência de alternativas válidas” para a localização desta UPAC, devido às “características paisagísticas e topográficas da envolvente à unidade industrial” e ao facto de as unidades de autoconsumo terem de ficar próximas dos pontos de consumo.

Em causa está uma central solar com 13,3 megawatts (MW) de capacidade, a implantar em terrenos adjacentes à fábrica da Sonae Arauco (empresa da Sonae Indústria e da Arauco dedicada ao fabrico de soluções à base de madeira), na Catraia de São Paio, num investimento de 8,5 milhões de euros.

Este investimento faz parte de um “bolo” de mais de 50 milhões de euros que o grupo está a fazer na modernização da fábrica, que hoje emprega mais de 200 pessoas de forma direta, além de 600 empregos indiretos, e nada tem a ver com o projeto anteriormente apresentado à comunicação social local, que apontava para a construção desta UPAC num terreno situado em pleno Vale do Alva.

O Governo justifica a autorização para o abate dos sobreiros com “o relevante interesse público, económico e social do empreendimento em causa, bem como a sua sustentabilidade, uma vez que o projeto irá contribuir, por um lado, para as estratégias de descarbonização e de eficiência energética da requerente, bem como, por outro lado, para a prossecução de objetivos nacionais”, adianta a noticia do Expresso.

Para compensar este abate, a Sonae Arauco compromete-se a arborizar uma área de 6,35 hectares com sobreiros (ultrapassando o requisito mínimo legal de replantar 1,25 vezes a área afetada).

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