O Governo prevê lançar, no segundo trimestre de 2027, o concurso para a construção do IC6, num investimento estimado de 175 milhões de euros. A garantia foi deixada por Silvério Regaleiro, secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, durante as comemorações do Dia do Município de Oliveira do Hospital, que decorreram esta quarta-feira (7).
“Quero dizer-vos com clareza como está o processo”, afirmou o governante, dirigindo-se à presidente da Câmara Municipal. Segundo Silvério Regaleiro, o projeto de execução está atualmente em curso, estando prevista para novembro a entrega do processo de avaliação ambiental. O lançamento do concurso deverá acontecer posteriormente, no segundo trimestre de 2027.
O secretário de Estado reconheceu, contudo, que uma obra desta dimensão “não se faz de um dia para o outro”, mas sublinhou que existe já “um processo em curso, um calendário de trabalho e consciência clara” da importância desta ligação para a região.
Para Silvério Regaleiro, o IC6 é uma infraestrutura determinante para a coesão territorial, permitindo aproximar empresas, trabalhadores e famílias dos principais eixos rodoviários e reforçar a atratividade de Oliveira do Hospital e da região.
“Não há coesão territorial sem boas acessibilidades”, afirmou.
A referência ao IC6 surgiu integrada numa intervenção centrada na necessidade de criar condições para que os territórios do interior possam competir, atrair investimento, criar emprego qualificado e fixar população.
O secretário de Estado defendeu que o interior não deve depender de “compensações permanentes”, mas precisa de condições para investir, gerar emprego, fixar jovens e transformar os seus recursos em valor económico.
Antes da intervenção do governante, José Francisco Rolo tinha voltado a frisar que o IC6 é uma necessidade fundamental para o desenvolvimento do concelho, lembrando que se trata de uma reivindicação com várias décadas. “Esperamos há 30 anos”, afirmou o autarca, defendendo que Oliveira do Hospital “não pede privilégios, pede condições para se desenvolver, para competir e para contribuir em igualdade de circunstâncias para o crescimento do país”.
O autarca voltou a considerar que o IC6 é determinante para a mobilidade das pessoas, para a competitividade das empresas, para a atração de investimento e para o acesso mais rápido aos cuidados de saúde especializados.
Também o vice-presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Luís Paulo Costa, se associou à reivindicação, considerando que a conclusão do IC6 “não é apenas uma aspiração de Oliveira do Hospital”, mas “uma necessidade regional”. O responsável defendeu que a via é essencial para aumentar a competitividade empresarial, facilitar a mobilidade das pessoas, aproximar territórios e reforçar a igualdade de oportunidades.













