A EXPOH abriu as portas, esta quinta feira, para um “reencontro” com os oliveirenses e com a região.
O evento, que este ano se apresenta com um novo figurino, foi inaugurado ontem ao final do dia, e contou com a presença do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território que na ocasião, assinou um contrato programa de financiamento da obra de remodelação do pavilhão da Liga de Melhoramentos de Nogueira do Cravo, no valor de 99.500 mil euros.
NA abertura do certame, que foi inaugurado simbolicamente por quatro crianças, o presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, fez notar que a EXPOH pretende antes de mais “celebrar o regresso e a afirmação” deste território que integra a CIM região de Coimbra e o interior centro de Portugal. “Celebramos um território que se assume com uma cidade viva, criativa e atrativa, com vários investimentos, públicos e privados, que estão à vista”, referiu o edil, lembrando que Oliveira do Hospital é um concelho assumidamente “dinâmico”, com gente que “investe e que cria” nas empresas, nas instituições e na comunidade.
Acreditando num modelo de feira diferente, mas igualmente apelativo, o autarca oliveirense entende que a EXPOH continua a ser uma marca de Oliveira do Hospital e um “importante meio de promoção e de divulgação do concelho e da região”, lançando as bases para a realização de outros eventos ao longo do ano, também igualmente curtos e com “diferentes temáticas”.
“Hoje a EXPOH oferece-nos um programa cultural apelativo, assente na gastronomia, nas zonas gourmet, nos espaços de relaxamento, na diversão dos mais novos e das famílias”, assinalou Rolo que destaca outro dos desígnios do evento: a sustentabilidade através de um copo reutilizável, que funciona como uma espécie de bilhete geral para os quatro dias de certame, por apenas dois euros.
Enquadrando o evento e a redução do número de dias da feira na estratégia de diminuição de custos do Município, José Francisco Rolo garantiu que “os investimentos não podem parar”, destacando, neste contexto, a transformação da zona industrial da cidade e a construção do novo centro educativo, além do “investimento nas pessoas que continua a ser sempre o centro das atenções”, afirmou, deixando de novo o convite à região para vir e sentir as boas vibrações da EXPOH, nos próximos dias.
Também o vice presidente da CIM Região de Coimbra e vizinho autarca de Arganil, Luis Paulo Costa, destacou o contributo de eventos como este para a “coesão do território e desenvolvimento da região Centro”, muitas vezes ameaçado pelo “centralismo” de Lisboa, dando o exemplo ainda recente das declarações do presidente do ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Florestas), a propósito da carta de perigosidade de incêndios rurais, que é de opinião que os autarcas não têm que ser ouvidos, por se tratar de um documento supostamente “cientifico”.
Deputado e atual presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, afirmou também ele ser contra a “partidarite aguda” que muitos autarcas, sobretudo destes territórios, têm de enfrentar em Lisboa, e deu o exemplo da carta de perigosidade dos incêndios rurais que agora está suspensa, porque foi o primeiro a insurgir-se contra o documento. “É um pouco esta mentalidade que encontro no Parlamento”, desabafou o deputado oliveirense, prometendo continuar a lutar contra este “centralismo enorme”, e a propor medidas de combate às desigualdades para que as pessoas “possam regressar a estes territórios”.
Para a EXPOH que este ano regressa renovada, Alexandrino não tem dúvidas que vai ser um “sucesso” até porque este “é um evento da saudade” de muita gente e de muitas famílias que regressam a Oliveira do Hospital nesta época do ano e que têm aqui um espaço de reencontro.
Acreditando que é com eventos como a EXPOH que também se trabalha a “atratividade” dos concelhos, o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel, lembrou que o certame vai ao encontro daquilo que são atualmente as prioridades das autarquias que é gerar mais economia, atrair riqueza e potenciar a qualidade de vida dos munícipes. “Espero que seja um local de bons encontros”, afirmou, depois de ter assinado o contrato programa com a Liga de Melhoramentos de Nogueira do Cravo para a melhoria do equipamento desportivo daquela colectividade.
Quanto à carta de perigosidade dos incêndios rurais, o governante deixou a promessa de ser revista com a intervenção dos autarcas, porque estes “ainda têm uma palavra a dizer” e “não podem ficar nas mãos dos técnicos”, garantiu, acusando o presidente do ICNF de ter feito declarações infelizes e “irrealistas”.



