O ex-treinador do Futebol Clube Oliveira do Hospital, o brasileiro Emerson Matheus, desmente presidente da direção do clube, quanto à sua saída.
O presidente da direção, Paulo Figueira, tinha revelado à CentroTV que Emerson tinha saído do clube porque “não tem documentação adequada para trabalhar em Portugal”. Aos diplomas do treinador não foram dadas equivalências para poder exercer a profissão em Portugal e, desta forma, “não podíamos ficar com um treinador que não pode ir para o banco”, frisou o presidente do Oliveira do Hospital.
Em declarações ao Folha do Centro o ex-técnico do FCOH diz que estas razões da sua saída são “falsas”. Adiantou que entregou os seis certificados de cursos que tirou no Brasil. “Como também uma carta de declaração da associação dos treinadores profissionais de são Paulo e carteiras do Conselho de Educação Física e do Sindicato dos Treinadores (a minha carteira é a mesma que Felipe Scolari, Wanderlei Luxemburgo, Ricardo Gomes, Murici Ramalho) treinadores de nome aqui no Brasil. Anexei tudo e mandei ao Instituto Português do Desporto e Juventude e os mesmos estão em análise”, revela.
Esclarece em seguida que saiu do FCOH porque “fiquei aí 45 dias sem receber um euro. Gastei só de alimentação 500 euros porque o pequeno almoço era por minha conta e a alimentação que fazia no ginásio não era apropriada nem para um trabalhador comum quanto mais aos atletas (dona Ana, a cozinheira, fazia milagres para ajudar e agradar a todos) sem falar da falta de opções de atletas. Estávamos aí há 45 dias sem condições de jogo para os jogadores. Isso é falta de cuidado e conhecimento. Eu nem contrato tinha e estava trabalhando”.
Refere que ligou para a Federação Portuguesa de Futebol, “falando sobre a minha situação e a mesma disse que um clube poderia fazer uma declaração, indicando que os meus documentos estavam em análise e eu poderia ir normalmente para o banco”.
