A CIM Região de Coimbra deu ontem a conhecer, em Oliveira do Hospital, os vencedores da fase regional do Concurso “European Food Gifts”.
Ao todo estiveram a concurso 20 produtos/iguarias, oriundos do território da CIM Coimbra, mas só três passaram à fase europeia: o Pudim das Clarissas e a Praxis Gift de Coimbra, na categoria de “comestíveis” e ainda os Palitos de Flor de Penacova, na categoria de “não comestíveis”.
A cerimónia contou com a presença da Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, que sublinhou a importância destes projetos para a valorização destes territórios, nomeadamente o contributo que dão para o desenvolvimento das regiões que estão associadas. “É importante trazer inovação na tradição”, frisou a governante, lembrando que “vivemos hoje uma era de globalização em que vivemos a experiência sensitiva de vários produtos”.
Considerou ainda a gastronomia um “exemplo modelar das singularidades de cada território”, que é preciso “alavancar” aliando à história que cada produto “conta”, o conhecimento, a ciência e a tecnologia. “Isso é o que pode fazer a diferença em relação à escolha de cada produto”, afirmou, certa de que este projeto está alinhado com o programa de valorização do Interior e com os desígnios que se colocam hoje em termos de sustentabilidade, valorização dos produtos endógenos, e as atuais exigências em termos de qualidade e segurança.
“Este é um excelente exemplo de como um território pode ser valorizado e de o dar a conhecer pela riqueza dos seus produtos” referiu ainda a secretária de Estado que presidiu à abertura da primeira edição da fase regional do concurso “European Food Gifts”, que decorreu no hotel do Convento do Desagravo, em Vila Pouca da Beira. Entre os 20 produtos a concurso encontravam-se dois de Oliveira do Hospital: as cavacas de Aldeia das Dez e a pêra passa produzida no concelho.
Satisfeito com estas participações, o presidente da CIM da Região de Coimbra e também presidente do Município oliveirense, José Carlos Alexandrino agradeceu a participação de todos, considerando que “ninguém sai derrotado” e que “todos são vencedores”. O autarca sublinhou também ele a importância de iniciativas como esta para a valorização da gastronomia da região de Coimbra, “ da nossa história e da nossa identidade”.
“Aquilo que está aqui em disputa é estes produtos endógenos, de qualidade, irem a uma fase com produtos de outras regiões europeias”, fez notar Alexandrino que anunciou a final europeia também em Oliveira do Hospital. Enalteceu a participação de todos os produtores, mesmo os que não foram eleitos pelo júri, porque a partir daqui “há um caminho e um trajeto que se pode fazer que pode ser de grande sucesso”.
“Aquilo que eu acredito é que nós temos produtos de grande qualidade que atravessaram séculos e séculos de história, que são importantes para a dinâmica deste território” afirmou Alexandrino, que considerou a tarefa do júri “muito difícil” na medida em que todos os produtos apresentados a concurso tinham “grande qualidade”. De fora ficaram ainda muitos outros que por uma razão ou por outra não reuniam condições, explicou também o presidente da CIM da Região de Coimbra, para quem a região tem uma variedade e uma riqueza gastronómica muito grande. “Hoje o próprio turismo e a cultura estão muito ligados a isto, e qualquer um de nós se desloca às vezes a outras regiões para ter experiências gastronómicas”, constatou.
A iniciativa “European Food Gifts ” é desenvolvida, anualmente, pela região distinguida pelo Instituto Internacional de Gastronomia, Arte, Cultura e Turismo (IGCAT) como Região Europeia de Gastronomia. Este ano essa distinção foi atribuída à Região de Coimbra, que vai organizar o evento e acolher produtos alimentares endógenos e artesanais ligados à gastronomia de todas as regiões da Europa que pertencem ao IGCAT.














