“Este caso é bem o exemplo do que são feitos os empresários oliveirenses”

Um ano depois da maior tragédia de sempre no concelho, presidente da Câmara visita empresas afetadas pelo fogo.

Um ano depois daquela que foi a maior catástrofe da história de Oliveira do Hospital, o dia 15 começou igualmente frenético para o presidente do Município.

A “máquina” de José Carlos Alexandrino não pára, como ele próprio faz questão de repetir, desde a manhã do dia 15 de outubro do ano passado.

Um ano depois da devastação que atingiu mais de 250 habitações e dezenas de empresas só no concelho oliveirense, muitas delas literalmente reduzidas a escombros, o autarca fez questão de iniciar a agenda deste dia 15 com visitas às empresas atingidas pelo fogo. Acompanhado do restante executivo e da sua “ministra”, a agora presidente da Assembleia Municipal, Dulce Pássaro, Alexandrino deslocou-se à nova fábrica “improvisada” da empresa da J. Guerra, na segunda linha da Zona Industrial, para perceber como é que uma das mais emblemáticas indústrias do concelho se está a reerguer das cinzas e foi capaz de recuperar, em menos de um ano, uma boa parte da capacidade produtiva. “Este caso, como o do senhor Brito também, um homem com 74 anos (Carpintaria Brito), são bem o exemplo do que são feitos os empresários de Oliveira do Hospital”, assinalou o presidente da Câmara, que destaca a resiliência destes empresários, que mesmo com uma vida de trabalho “em cima”, não cruzaram os braços, e abraçaram o desafio de reerguer as suas empresas.

Na ZI de Oliveira do Hospital, e apesar dos sinais do fogo ainda estarem bem visíveis, a pouco e pouco o cheiro a pó e a cinza dá lugar a novos investimentos e a novas edificações, que são o garante da continuidade dos projetos empresariais. Ao visitar estas empresas, como tantas outras que se reergueram nestes últimos 12 meses, Alexandrino quis ressaltar a capacidade dos empresários “heróis”, que mesmo num momento tão difícil como aquele que viveram em 15 de outubro de 2017, arranjaram força e coragem para prosseguir com os seus negócios, não deixando ninguém no desemprego.

“Os empresários de Oliveira deram uma grande lição ao país”, afirmou o presidente de um dos municípios mais devastados pelos incêndios de 15 e 16 de outubro de 2017, que na manhã desta segunda-feira, seguiu até ao Seixo da Beira onde visitou simbolicamente uma habitação já totalmente remodelada pelo consórcio de empresas a quem a CCDRC adjudicou a reconstrução das 49 casas de primeira habitação ardidas no concelho de Oliveira do Hospital.

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