AD vence no concelho de Oliveira do Hospital e Chega afirma-se como terceira força política

PS perde “terreno” face a 2022

O concelho de Oliveira do Hospital deu a vitória à Aliança Democrática  (PSD/ CDS_PP/PPM), nas eleições legislativas do passado dia 10 de março, invertendo assim os resultados de 2022, em que o Partido Socialista obteve uma maioria absoluta.

No rescaldo da noite eleitoral, e quando faltavam ainda apurar os círculos da emigração, a AD venceu em 9 das 16 freguesias do concelho, com 35,38% dos votos (4.085), contra 31.93% obtidos pelo PS (3.687).

Também o Chega, e em linha com os resultados nacionais, afirmou-se como a terceira força política mais votada no concelho, com 16,65 % dos votos dos oliveirenses, contra os 5,54 % conseguidos em 2022.

O Bloco de Esquerda ficou-se pelos 2,95%, a Iniciativa Liberal pelos 2,42%, e o PCP-PEV não passou dos 1,82 %, com o Livre a aproximar-se, com 1,64% dos votos.

Refira-se que nas Legislativas de 2022, o PS foi o partido mais votado com 48,66% dos votos , enquanto que o PSD tinha somado 31,49 % e o CDS-PP 3,19%.

No mapa das freguesias, a AD foi a força mais votada em Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços, Seixo da Beira, Travanca de Lagos, Nogueira do Cravo, Bobadela, S. Gião, Aldeia das Dez, Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira e Lourosa. Enquanto o PS venceu em Avô, Ervedal e Vila Franca da Beira, Meruge, Lagos e Lajeosa, Penalva de Alva e S. Sebastião da Feira, mantendo ainda os “bastiões” de Lagares da Beira e Alvoco das Várzeas.

Tal como no resto do país, o concelho registou também uma das mais elevadas participações dos últimos anos, com a abstenção a situar-se nos 33%.

Apesar de ter perdido no concelho de Oliveira do Hospital, no Círculo Eleitoral de Coimbra, o PS foi, ainda assim, o partido mais votado, elegendo quatro deputados: Ana Abrunhosa, Pedro Coimbra, Ricardo Lino e Raquel Ferreira, contra os três eleitos pela AD: Rita Alarcão Júdice, Maurício Marques e Martim Arnaut Syder. Já o Chega estreia-se no Circulo de Coimbra, com a eleição de dois deputados: António Pinto Pereira e Eliseu da Costa Neves.

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