A depressão Kristin provocou diversos constrangimentos no concelho de Oliveira do Hospital, sobretudo devido à violência do vento, que chegou a atingir os 200 km/h numa estação meteorológica da região de Coimbra. A situação levou à mobilização imediata dos meios de proteção civil, com o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, a deixar agora uma mensagem de tranquilidade e confiança à população.
Segundo o autarca, os efeitos mais intensos começaram a sentir-se por volta das seis da manhã. “Pensávamos que o vento iria manter-se forte durante mais tempo, mas acabou por ser muito intenso num período mais curto”, explicou.
José Francisco Rolo destacou o empenho das equipas no terreno, referindo que “mais de 40 operacionais estiveram em prontidão durante toda a noite”, envolvendo o Serviço Municipal de Proteção Civil, os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, os Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira e a GNR. Neste momento, os serviços municipais encontram-se a proceder ao levantamento dos danos e prejuízos.
Entre as principais ocorrências registadas contam-se quedas de árvores, postes de eletricidade derrubados, deslizamentos de terras e danos em telhados e coberturas, situações que originaram interrupções no fornecimento de energia elétrica em várias zonas do concelho. “Estamos a articular com a E-Redes e com a EDP para restabelecer a eletricidade em todas as áreas afetadas”, assegurou.
No total, foram sinalizadas cerca de 30 ocorrências, a maioria já resolvida, sobretudo através da desobstrução de vias.
Paralelamente, os serviços municipais estão a visitar as Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, de forma a avaliar possíveis impactos no funcionamento dos centros de dia e no apoio domiciliário. A componente social também está a ser acompanhada, estando já sinalizada uma situação em Nogueirinha, onde a entrada de água numa habitação poderá obrigar ao realojamento dos moradores.
“Estamos em permanente articulação com os presidentes de junta de freguesia para identificar todas as ocorrências, definir prioridades e dar resposta às situações mais urgentes, salvaguardando sempre a segurança e o bem-estar das pessoas”, sublinhou o presidente da Câmara, reforçando que a prioridade passa por “proteger as pessoas, garantir a circulação no concelho e repor a normalidade, nomeadamente ao nível do fornecimento de eletricidade”.
José Francisco Rolo destacou ainda a decisão de encerrar as escolas no dia anterior, considerando-a fundamental para a capacidade de resposta do município.
Apesar dos danos registados, deixou uma mensagem de serenidade à população, garantindo que as equipas municipais vão manter-se no terreno “até que todas as situações estejam plenamente resolvidas”.
