Cooperativa da Beira prevê produzir este ano 100 toneladas de frutos silvestres

Uma cooperativa de produtores de frutos silvestres apresentada em Oliveira do Hospital, prevê produzir este ano 100 toneladas de mirtilo e framboesa, revelou o presidente da empresa.

O empresário Nuno Tavares Pereira disse à agência Lusa que a recém-criada Cooperativa Capital dos Frutos Silvestres, com sede em Oliveira do Hospital, reúne “sobretudo jovens agricultores” de 22 municípios dos distritos da Guarda, Viseu e Coimbra.

Aos seis fundadores, deverão juntar-se, na próxima semana, “entre 50 a 60 novos produtores”, maioritariamente apoiados pelo Ministério da Agricultura no âmbito de projetos de jovens agricultores.

Além de mirtilos e framboesas para consumir em fresco, a nova cooperativa poderá produzir e lançar no mercado outros frutos silvestres, como arando vermelho, groselha e medronho, mas também avelã, pistacho, amêndoa e maçã bravo-de-esmolfe, uma variedade regional.

A sede da entidade fica em Oliveira do Hospital, “mas dispõe de um grande polo em Mangualde”, nos distritos de Coimbra e Viseu, respetivamente, adiantou Nuno Tavares Pereira, de 37 anos.

O presidente da Cooperativa Capital dos Frutos Silvestres realçou a importância das redes de cultivo e distribuição nesta área, envolvendo países com diferentes climas, europeus e do Norte de África, por exemplo, “para que haja produção todo o ano”.

“A criação da cooperativa é mais um passo para uma nova agricultura em toda esta região”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, que também interveio na apresentação, no salão nobre dos Paços do Concelho.

A iniciativa “vem ao encontro de uma nova forma de ver a agricultura”, partilhada pela autarquia, com vista a atrair mais jovens ao setor primário e criar emprego nos municípios do interior, salientou ainda o autarca, eleito pelo PS na condição de independente.

A cooperativa assumirá a comercialização, o apoio à plantação e à inovação de subprodutos e a promoção de marcas dos produtores associados, entre outras atribuições.

Chás, licores, bebidas destiladas, compotas e barras energéticas são alguns dos derivados em que poderá igualmente investir.

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