A defender que “mais vale prevenir que remediar”, a CDU de Oliveira do Hospital considera que a “inação é o ‘combustível’ para os fogos em Portugal”.
O rosto da Coligação, João Dinis, recorda o incêndio de agosto deste ano no Vale do Alva e do Alvôco que devastou “quase 5 mil hectares de floresta e matos” e que passou “de concelho para concelho numa ‘onda de fogo’ a varrer a região”.
A CDU recorda aldeias “ameaçadas pelo fogo” e população que “entrou em pânico”. “O flagelo provocou elevados prejuízos económicos e ambientais e trouxe o desassossego para as pessoas… Entretanto, alguns dos principais responsáveis pelo combate às chamas barafustavam uns com os outros o que também indicia divergências frequentes entre eles…Mas, apesar de tudo, lá sobrevivemos outra vez”, lê-se no comunicado enviado às redações.
“Praticamente um mês depois”, a 19 de setembro, “o fogo voltou a assolar o concelho”, nas freguesias de Ervedal, Vila Franca da Beira e Seixo da Beira, nas proximidades do Rio Mondego, onde “rodeou perigosamente as povoações de Póvoa de S. Cosme (Ervedal) e Seixas da Beira (Seixo da Beira), a queimar várias quintas e instalações mais ou menos precárias mas onde muita gente se instalou nos últimos anos”.
Depois de “mais uma área ardida”, “isto não pode continuar nestes níveis brutais”. “Insistimos em afirmar que a Floresta e o Mundo Rural podem ser – têm que ser – um bem a usufruir com mais sossego e com outro e melhor proveito e apesar das ‘alterações climáticas’ que se verificam”, refere.
João Dinis defende que, “no imediato, é necessário que Governo e Autarquias façam um criterioso levantamento dos prejuízos e atribuam aos afetados – rapidamente e sem burocracias – pelo menos as ajudas já prometidas”.
A CDU “volta a exprimir a sua solidariedade ativa para com as populações afetadas e que com tanta coragem continuam a reagir ao flagelo”.
João Dinis defende que “prevenção dos incêndios deve ser feita sobretudo no inverno”.
João Dinis “volta a manifestar toda a solidariedade para com os lesados e também para com as Corporações de Bombeiros e outros Agentes envolvidos no combate às chamas”.
O rosto da CDU refere que “no fogo das Freguesias da Cordinha não faltaram meios de combate, dos aéreos aos terrestres”. “Pelos vistos, nesta matéria, ‘é oito ou oitenta’, o que não é bom acontecer”, diz, afirmando que “se impõe uma mais eficaz coordenação dos meios de combate e incêndio a incêndio”. Exemplifica que “no combate a este fogo na Cordinha registou-se mesmo um enorme aparato pelo ar e por terra”. “Sendo verdade que com tanto meio em ação se potenciou o combate ao fogo, também é verdade que foi evidente o ‘excesso’ verificado, o que só foi possível porque não havia vários outros incêndios preocupantes a arder ao mesmo tempo”, afirma.
Para além dos “vários meios aéreos de combate e das mais de quatro centenas de Bombeiros, constatou-se a ação simultânea de quatro máquinas tipo ‘buldózer’ a operar no terreno”.
Ainda assim, João Dinis alerta para uma “planificação atempada da prevenção de incêndios”.
A dar conta da “Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios” e da “Comissão Municipal de Proteção Civil“, “ambas sob chefia do Presidente da Câmara”, João Dinis diz que “todavia desconhece-se o que acontece com e nessas comissões”. Desta forma, a CDU “reafirma a sua reclamação”: “importa democratizar o respetivo funcionamento, desde logo envolvendo no seu trabalho sistemático as 17 freguesias do concelho e os seus autarcas bem como as populações”. “É isto que não tem acontecido e que deve acontecer”, frisa.
João Dinis defende a vinda de “máquinas de arrasto tipo ‘buldózer’, e outras, para o terreno já a partir do início de novembro, a executar as correspondentes ações de prevenção”. Acredita que, “dessa forma atempada e sistemática, se evitará o recurso a elas em situações críticas, já no meio dos fogos, com povoações e populações em risco e em sobressalto”.
