CDS-PP quer ver distribuído pelos munícipes dinheiro não gasto em grandes eventos como a Feira do Queijo ou EXPOH

O CDS/PP de Oliveira do Hospital prepara-se para apresentar à Câmara Municipal um pacote de medidas económicas para o comércio local, tendo em conta as dificuldades por que têm vindo a passar durante esta pandemia.

Os centristas propõem nomeadamente ao Município que as “verbas alocadas a eventos tais como: a Feira do Queijo, a EXPOH e outros que não se realizaram nem se viram a realizar, sejam alocadas sob a forma de voucher a cada um dos munícipes oliveirenses no valor de 20 euros cada, a serem gastos única e exclusivamente nos estabelecimentos de comércio local oliveirense aderentes a esta iniciativa, consubstanciando-se num estabilizador de consumo da economia oliveirense e mecanismo de compensação das perdas decorrentes do contexto pandémico”.

Além desta medida, a concelhia do CDS/PP propõe ainda que “o executivo camarário disponibilize a verba de 100.000€ às empresas do município com volumes de faturação inferiores a 50.000€, para que estas possam fazer face às suas despesas correntes, de forma a minimizar os impactos da pandemia”.

Ambas as propostas estariam sujeitas a adesão por parte das empresas. “ Isto é, as empresas teriam de se candidatar para serem abrangidas por este pacote de medidas, sendo que no que concerne à primeira medida, não funcionaria enquanto concurso, mas sim apenas enquanto mera sinalização de adesão à proposta junto da autarquia, para que os vouchers sejam válidos nesses mesmos estabelecimentos.

A segunda estaria naturalmente sujeita a concurso por parte das empresas, sendo que o processo criterioso de exclusão aconteceria apenas quando o valor total disponibilizado (100.000€) se esgotasse, sendo excluídas primeiramente deste fundo de compensação as empresas de maior volume de faturação”, explicam os dirigentes centristas, numa nota enviada à comunicação social, que a par da divulgação destas medidas, enviaram já um pedido com  carácter urgente junto do executivo autárquico para uma reunião com o CDS-PP para apresentação das mesmas.

“Vivemos tempos conturbados e difíceis para todos, é certo que a Câmara Municipal não tem culpa dos tempos que vivemos, no entanto, é a instituição de governo dos munícipes nesta situação de calamidade pública.

Todos sabemos que o comércio local pelo país fora tem vindo a passar grandes dificuldades durante a pandemia e, no período pós-pandémico, irá passar por ainda mais dificuldades, com uma recessão exponencial. Oliveira do Hospital não é exceção” alertam,  não tendo dúvidas que o impacto da pandemia nestes pequenos negócios vai ter fortes repercussões na economia local e “pode vir a resultar na perda de muitos empregos dos oliveirenses”.

“Ora, bem sabemos que cerca de 80% da população ativa em Oliveira do Hospital trabalha em microempresas ou pequenas (quer sejam empresas de comércio local, empresas com pequeno volume de faturação, IPSS ou outro tipo de instituições)”, constatam.

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