O CDS-PP de Oliveira do Hospital quer saber o “verdadeiro custo” do Parque Fotovoltaico que a Soane Arauco prevê instalar numa encosta do Vale do Alva. Em comunicado enviado aos órgãos de Comunicação Social, os dirigentes centristas referem que a “decisão levanta várias questões que merecem uma resposta”, começando por questionar se esta zona, que atualmente é povoada predominantemente por espécies invasoras, tem algum projeto de valorização florestal, ou se “a única visão do município para esta zona passa exclusivamente pela instalação de um parque fotovoltaico?”.
“A implantação de um parque fotovoltaico nestas encostas terá um impacte ambiental e paisagístico significativo e irreversível. Por isso, é essencial saber se foi realizado um estudo de impacte ambiental e paisagístico por uma entidade competente e certificada. Se esse estudo já foi feito, será partilhado com a população? Caso ainda não tenha sido realizado, está nos planos da Câmara Municipal e da Sonae Arauco conduzi-lo e divulgar os resultados?” questionam ainda, convictos de que esta “é uma opção política que degradará o valor paisagístico de um produto que se pretende divulgar como destino turístico de eleição, perpetuando a escolha de ignorar o potencial do Vale do Alva para se afirmar como um território de referência na recuperação da floresta autóctone, descorando um modelo de desenvolvimento para o território que alie a conservação da natureza e o crescimento da economia local”.
Para os dirigentes locais do CDS/PP “havia outras alternativas dentro do concelho, como alguns lotes vazios da zona industrial e edifícios públicos, que poderiam cumprir este propósito sem comprometer uma área tão sensível”, pelo que questionam “qual foi o critério para desconsiderar outras localizações em favor de uma das encostas do Vale do Alva?”.
Outra questão relevante para os centristas é perceber “se em algum momento do decorrer deste processo as comunidades diretamente afetadas por este projeto vão ou não ser ouvidas ou, pelo menos, devidamente esclarecidas”, considerando que o “futuro do Vale do Alva não pode ser decidido à porta fechada”. Defendem que “a população não pode ser esquecida e negligenciada pelo poder político e que deve ser auscultada, não apenas pelo conhecimento empírico que tem sobre o território – e que em circunstância alguma deve ser desvalorizado – mas também pelo respeito que as suas comunidades nos merecem, visto serem os principais intervenientes de preservação ecológica do território”.
Para o CDS/PP, nesta altura, “é essencial esclarecer os termos do contrato entre a Câmara Municipal e a Sonae Arauco”, para se “perceber se este empreendimento servirá exclusivamente as necessidades operacionais da empresa na zona industrial e se há previsão para mais projetos semelhantes no Vale do Alva e no concelho”, entendendo ainda que estas decisões devem ser “tomadas com mais planeamento, mais visão estratégica e mais envolvimento da comunidade local”, por forma a garantir que “os projetos implementados contribuem verdadeiramente para a sustentabilidade a longo prazo”.













