ADIBER quer Beira Serra mais “IN”

Oliveira do Hospital foi palco para assinatura do acordo de parceria com 124 entidades públicas e privadas que aprovaram estratégia de desenvolvimento da região no quadro 20-20.

Oliveira do Hospital acolheu ontem uma verdadeira “cimeira” da Beira Serra para aprovar a “macro estratégia” de desenvolvimento da região, para os próximos quatro anos.

O programa DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitária, que será submetido esta sexta feira à apreciação das autoridades que gerem o próximo quadro comunitário, foi aprovado por 124 entidades – entre públicas e privadas – que constituem o conselho de parceiros da ADIBER – a Associação de Desenvolvimento da Beira Serra, que se prepara para gerir os fundos comunitários que irão ser destinados a esta região no quadro 20-20. O documento estratégico, aprovado ontem por unanimidade, tem como objetivo dar continuidade às iniciativas de desenvolvimento local que têm vindo a ser implementadas pela ADIBER neste território em anteriores quadros comunitários.

Tendo em conta aquilo que foi a experiência do passado e o ambiente de cooperação e de proximidade que existe na Beira Serra, o presidente da ADIBER, Miguel Ventura não tem dúvidas que a região tem condições para daqui a quatro anos estar “transformada para melhor”. “Queremos consolidar este território como um território de qualidade” e “perante o diagnóstico que fizemos o grande desafio estratégico que temos pela frente é firmar este território como um território «mais IN»”. Em primeiro lugar “IN” de inovador, acrescentou o dirigente da ADIBER, em que a região consiga “fixar polos de competitividade” e “modernizar o seu tecido empresarial”. Mas também “IN” de inteligente, onde haja lugar à “atração de jovens talentos” e à ligação às “grandes redes de conhecimento”, assumindo a ESTGOH como “fonte de produção de conhecimento na região”. Um outro “IN” que integra a estratégia da região no novo quadro comunitário tem ainda a ver com a inclusão, as questões da pobreza e da promoção da igualdade, destacando-se um quarto “IN” e aquilo que a região tem de “inimitável” em relação a outras regiões, através da valorização do seu “potencial endógeno”. Um último desafio “IN” tem a ver com o “institucional” e o reforço da supramunicipalidade, dando, aliás, continuidade àquilo que tem sido a estratégia da Beira Serra, nos últimos quadros comunitários, colocando a região cada vez mais a falar a uma só voz.

Criação de emprego e fixação de empresas, aumento da competitividade da região através da qualificação dos seus recursos humanos, redução da pobreza e da exclusão social, são de resto, os objetivos estratégicos da proposta da DLBC, que define como áreas prioritárias de intervenção o agro alimentar, a floresta e a agro pecuária, ambiente e turismo e ainda a área social e dentro desta os serviços de proximidade.

 

Autarcas em sintonia com estratégia traçada pela ADIBER

Uma “estratégia” de desenvolvimento em que os autarcas da Beira Serra se revêm, a começar pelo presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, e anfitrião desta “cimeira”, para quem “a região não pode perder os dinheiros do próximo quadro comunitário” para continuar o “processo de transformação” deste território, iniciado pela ADIBER, em anteriores quadros comunitários.

Também o presidente da Câmara de Arganil entende que este projeto só vem reforçar o “espírito de parceria e de entreajuda” já existente entre os quatro municípios que integram a ADIBER, espírito esse que, segundo o autarca, já se sente noutro tipo de organizações.

Confiante no programa delineado pela ADIBER, Mário Loureiro, presidente do Município de Tábua, acredita igualmente no trabalho e no impacto do próximo quadro comunitário na região, o que aliás, já ficou demonstrado, segundo o edil, com os fundos comunitários já disponibilizados. “Temos tido ótimos resultados, aprendemos a lição antes de nos ser imposto, não foi preciso vir o quadro 20-20 para trabalharmos em parceria”, frisou o autarca.

Próxima da estratégia definida pela ADIBER, a presidente da Câmara de Góis, espera agora o “sucesso” do projeto de desenvolvimento preconizado para a região, já que o contrário significaria “um grande prejuízo para as populações da Beira Serra”.

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