Autotanque dos Bombeiros de Oliveira do Hospital destruído pelas chamas

Incêndio que lavra desde sábado na freguesia de Alvoco das Várzeas, com sucessivos reacendimentos, consumiu uma área de cerca de 28 hectares de mato e pinhal.

O mais recente autotanque de combate a incêndios dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital ficou ontem destruído pelas chamas, no incêndio que lavra desde a madrugada de sábado para domingo na freguesia de Alvoco das Várzeas.

Nenhum dos cinco bombeiros que seguiam na viatura ficou ferido, uma vez que terão fugido para uma zona ardida ao aperceberem-se da mudança de direção das chamas. “Houve uma mudança repentina do vento e os bombeiros não tiveram qualquer possibilidade de retirar a viatura do local que é uma zona de acentuado declive”, explica o comandante dos BVOH, Emídio Camacho que, se por um lado, respira de alívio pelo facto dos seus homens terem saído ilesos deste episódio, por outro, não deixa de lamentar “o grande prejuízo” que isto representa para a corporação, uma vez que se tratava de um dos mais modernos veículos de combate a incêndios dos bombeiros oliveirenses, com apenas quatro anos.

“É uma perda grande nesta fase inicial, é menos um veículo com que contamos nesta época e ainda não começou”, referiu o comandante, para quem este tipo de acidentes não tem a ver com o conhecimento do terreno, mas com as condições meteorológicas que, ontem, em particular, se faziam sentir no local. “Estamos a falar de uma zona de encosta, exposta ao sol, com ventos predominantes de várias direções”, adianta Camacho, lembrando que esta situação explica também os sucessivos reacendimentos que este incêndio vem tendo desde a madrugada de sábado para domingo. “ Os bombeiros não deixam as ocorrências a meio, fazem os rescaldos bem consolidados”, simplesmente, explica o comandante “o que tem acontecido neste incêndio é que tem havido desprendimento de fagulhas com o vento, das zonas queimadas para o verde”.

Os ventos fortes que se faziam sentir ontem no vale do Alvoco aliados às elevadas temperaturas reuniram as condições para que o fogo progredisse, mobilizando para o local 150 homens, apoiados por 40 viaturas pertencentes a diversas corporações de bombeiros da região e sapadores florestais da CAULE – Associação Florestal da Beira Serra. Trata-se do maior incêndio do ano no concelho de Oliveira do Hospital e “provavelmente no distrito de Coimbra” diz Emídio Camacho, afirmando desconhecer outra ocorrência que, ao dia de ontem, tivesse consumido uma área de 28 hectares de mato e pinhal.

Apesar das condições meteorológicas adversas, o comandante dos BVOH garante que o trabalho existente no terreno de prevenção, nomeadamente os mosaicos de gestão de combustível foram determinantes para o domínio e extinção deste fogo florestal, que apesar das dimensões nunca chegou a ameaçar casas.

No local vão manter-se equipas dos Bombeiros oliveirenses e sapadores Florestais da CAULE, tendo em vista evitar novos reacendimentos durante a noite.

Exit mobile version