Confirma-se. Foi a bactéria que provoca a meningite a causa da morte do jovem oliveirense, de apenas 15 anos, que faleceu no passado domingo no Hospital Pediátrico de Coimbra.
De acordo com informação revelada ao nosso jornal pela delegada de saúde de Oliveira do Hospital, e confirmada pela Administração Regional de Saúde do Centro, o jovem aluno de um curso profissional na Eptoliva morreu devido a “uma septicemia causada pela bactéria neisseria meningitidis, conhecida como meningococo”.
Uma bactéria que se revelou fulminante para Pedro Lopes, uma vez que o jovem era aparentemente saudável e, até sexta-feira passada, frequentou as aulas na escola profissional sem quaisquer queixas relacionadas com problemas de saúde. “Isto desenrolou-se tudo no fim de semana”, adiantou ao nosso jornal fonte próxima da vítima, já que o jovem estudante só terá recorrido mesmo aos serviços de saúde, já no sábado, devido a uma febre elevada.
Um sintoma que se acentuou no domingo, levando novamente o jovem ao serviço de urgências do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, onde foi encaminhado para o Hospital Pediátrico de Coimbra. O quadro clinico de Pedro Lopes, suspeitando-se de uma infeção meningococcémia, levou imediatamente aquela unidade de saúde a acionar, em coordenação com a delegada de saúde local, as medidas quiomioprofiláticas junto das pessoas que contactaram mais diretamente com o jovem. Ao todo, entre familiares, profissionais de saúde que estiveram de serviço no SAP no fim de semana, e colegas e professores da escola profissional, mais de 40 pessoas terão sido medicadas com o antibiótico adequado para estas situações, uma vez que se trata de uma bactéria facilmente transmissível, nomeadamente através da saliva e muco nasal.
Independentemente de se confirmar um quadro de meningite, Guiomar Sarmento, delegada de saúde de Oliveira do Hospital, reiterou, ontem, ao nosso jornal, terem sido tomadas todas as medidas e cumpridos todos os procedimentos que manda o protocolo nestas situações, pelo que “nada há mais a fazer neste momento”. “Só a lamentar a perda deste jovem e o drama desta família”, afirmava a médica, aproveitando, uma vez mais para tranquilizar a população, relativamente ao risco de contágio desta doença. “Não há razões para alarme, porque foi tudo tratado a tempo”, afirma. Também a direção da Escola Profissional de Oliveira do Hospital lamentou ontem a perda precoce deste aluno, que se encontrava no primeiro ano do curso de mecatrónica automóvel. O corpo do jovem foi ontem a enterrar no cemitério de Nogueira do Cravo.
