Autarca defende “novo projeto” para o FCOH

José Carlos Alexandrino entende que o clube tem de viver com os apoios que tem, recusando-se a pagar “erros de gestão” de diretores.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital garante que o seu executivo não irá deixar “cair” o FCOH que se encontra mergulhado em mais uma crise diretiva, mas entende que o futuro do clube oliveirense tem de passar por “um novo projeto”, essencialmente “mais realista” do ponto de vista financeiro.

José Carlos Alexandrino falava, pela primeira vez da situação vivida no FCOH desde que a atual direção se encontra demissionária, no decorrer da última reunião pública da Câmara Municipal onde defendeu um projeto diferente para o Futebol Clube de Oliveira do Hospital, apostado em viver com os apoios que tem, e menos centrado na “ambição de certas pessoas”. “O dinheiro que a Câmara Municipal dá para a formação é suficiente para pagar as despesas do clube, aquilo que existe no Oliveira do Hospital é um deficit financeiro em relação aos seniores”, constata o edil, disposto a encontrar uma solução para o clube, mas indisponível a pagar “erros de gestão de diretores”.

“O FCOH deve ter um projeto consentâneo com as verbas que a Câmara Municipal lhe pode dar, se não temos possibilidades para disputar uma divisão, devemos ter a coragem de dizer que não temos essa capacidade e disputar noutra”, considera o autarca, fazendo ver que o FCOH há muito que vive acima das possibilidades, sendo “sintomático” o fato de “serem sempre os mesmos a meter lá dinheiro”. “Não adianta serem sempre os mesmos a pôr dinheiro do seu bolso, eu não concordo com isso: o clube ou tem capacidade para se aguentar dentro dos subsídios que recebe ou então não contem comigo, nem com a Câmara Municipal para tapar erros de gestão ou a ambição de certas pessoas”, defendeu o presidente, lembrando que o executivo que lidera vai manter na próxima época os apoios às camadas de formação, não garantindo o mesmo relativamente ao futebol sénior do FCOH, que para se manter no campeonato nacional, tem de pagar “bastante dinheiro pela organização dos jogos”.

“Devemos ter orçamentos realistas e não estar à espera que a Câmara Municipal comparticipe tudo, se não podemos estar numa divisão, estamos noutra”, entende o edil, garantindo que há pessoas disponíveis a “servir” o Oliveira do Hospital, e que ele próprio tem estado empenhado em encontrar uma solução diretiva para um clube que é dos mais representativos do concelho, com uma história já bastante longa. “Já fiz esses contatos e acredito que não vamos deixar cair o FCOH, até porque as verbas que a Câmara dá para a formação dão para pagar as despesas do clube”, adianta, lembrando que o desporto de formação não sofrerá qualquer diminuição em termos de apoios do Município. “Desenganem-se aqueles que dizem que gastamos muito no desporto porque eu não recuo no caminho que tracei”, assegura, defendendo um FCOH “auto sustentável” com a colaboração dos sócios.

Recorde-se que os órgãos sociais do FCOH se encontram demissionários, mostrando-se indisponíveis para continuar à frente dos destinos do clube a partir do final deste mês, independentemente das consequências que isso possa acarretar para a manutenção da atividade desportiva desenvolvida no clube.

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