Associação de Vítimas do Maior Incêndio de Sempre nasce em Oliveira do Hospital

Movimento cívico pede rapidez na chegada dos apoios à região e lembra que o interior “não pode continuar abandonado”.

Vitimas e empresas lesadas pelo destruidor incêndio que assolou o concelho de Oliveira do Hospital e concelhos vizinhos, no fatídico dia 15 de outubro, lançaram um movimento cívico com o objetivo de apelar à “solidariedade da classe política nacional” perante a catástrofe sem precedentes que atingiu a região.

Denominado de “Associação de Vitimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal”, o recém criado movimento foi apresentado na Zona Industrial da cidade oliveirense, um dos locais mais fustigados pelo fogo, e é liderado pelo jovem empresário, Luís Lagos, que no mesmo dia anunciava a demissão do cargo de líder Distrital do CDS/PP, colocando ainda à disposição o lugar de eleito à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital para poder, desta forma, “defender os interesses desta região” e “lutar para fazer ouvir as suas gentes”.

“É uma associação criada de forma cívica, surgiu na sociedade civil oliveirense e está centrada na defesa das pessoas que perderam os seus empregos, as suas casas, que viram a vida das suas empresas destruídas em menos de cinco minutos”, explicou o porta voz, garantindo que a associação não aparece para qualquer “jogo político”, mas antes para mostrar ao país e ao mundo “a tragédia que está aqui”. “A nível de devastação material estamos a falar da maior catástrofe desde o terramoto de 1755”, considera o promotor do Movimento que estima prejuízos na ordem dos dois mil milhões só em Oliveira do Hospital e concelhos limítrofes. “Esta é uma região que já estava abandonada antes desta calamidade, é uma das regiões mais desfavorecidas do país e uma das mais pobres da Zona Euro, e por isso precisa de quem a defenda, já precisava antes e agora ainda precisa mais”, entende Luís Lagos que pretende com este movimento “a solidariedade da classe política portuguesa” para “termos medidas concretas e eficazes que ajudem à recuperação económica” de toda uma região que ficou destruída pelo fogo.

Perante as centenas de vidas e empresas desfeitas pela tragédia dos incêndios, Luís Lagos pede rapidez na chegada dos apoios à região, preparando-se no imediato para pedir uma audiência ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que “tendo em conta a sua dose de humanismo e conhecimento do terreno é a pessoa que mais facilmente pode exercer a sua magistratura de influência para ajudar esta gente”.

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