Associação oliveirense continua a ser um marco no apoio à pessoa com deficiência
A ARCIAL – Associação para a Recuperação de Pessoas Inadaptadas de Oliveira do Hospital acaba de assinalar 35 anos de existência, tendo reunido num jantar comemorativo, largas dezenas de sócios, antigos e atuais dirigentes, técnicos e funcionários, onde não faltou também a presença do executivo camarário, numa demonstração clara que a instituição continua viva, sendo um marco no apoio a uma franja da população que, de outro modo, estaria desprotegida.
Isso mesmo foi relevado pelas entidades presentes, nomeadamente a recém chegada presidente, Maria José Falcão de Brito, que aproveitou para pedir a devida atenção do Estado ao trabalho que estas instituições prestam. “Estamos a viver um período um bocadinho conturbado da vida do país e isso preocupa-nos de certa maneira, porque nós dependemos essencialmente dos apoios públicos”, advertiu a nova presidente da ARCIAL, lembrando que a instituição “não para”, independentemente da maior ou menor estabilidade política do país. “Nós substituímo-nos ao próprio Estado naquilo que fazemos e por isso devemos ter a devida atenção”, apelou a dirigente, pedindo a atenção das entidades locais, regionais e nacionais para o “papel preponderante” destas instituições que proporcionam, na maioria dos casos, aos seus utentes aquilo que “eles não têm em suas casas”.
Com uma situação financeira estável, a nova direção da ARCIAL está preocupada fundamentalmente em “consolidar” os projetos e os serviços que presta à comunidade, dando conta, todavia, da necessidade de expansão de algumas respostas, como é o caso das residências autónomas, que foram inauguradas há pouco mais de um ano, e se têm revelado uma “resposta muito solicitada” por parte dos utentes e das suas famílias, destinando-se aqueles utentes que, embora com alguma autonomia, continuam a ter a retaguarda da instituição. “Têm tido sempre ocupação máxima e isso faz-nos pensar que temos espaço para crescer nesta área, assim haja apoios”, garante Maria José Brito, para quem o facto do terreno onde se encontra implantada a ARCIAL não ter muita margem para novas construções “isso não é limitativo de avançarmos com novas residências”, diz. “Essa é uma ambição nossa, e não tem de ser neste local, nem tem de ser feito de raiz, podemos adaptar um espaço para o efeito”, adianta a presidente, claramente apostada em crescer naquela valência.
Outra ambição da instituição, embora reconheça que é um projeto que só é exequível se for feito em parceria com a Fundação Aurélio Amaro Diniz, são as piscinas. “Vamos ver o que o Portugal 2020 nos reserva nesta área, de qualquer modo, até pela proximidade física das duas instituições, e pelos custos que envolveria este investimento, não se justifica que seja a ARCIAL a avançar sozinha”, diz, mostrando-se feliz por perceber que os utentes da instituição são “utentes felizes” e que não “estão na instituição contrariados”. Com a família da ARCIAL reunida, Maria José Falcão de Brito congratula-se ainda pela “resposta” dos sócios, que compareceram em massa ao convite para estarem presentes, o que na sua opinião, só demonstra o “reconhecimento da comunidade ao trabalho desenvolvido pela instituição”. “Isto é significativo, é sinal que as pessoas se revêm na instituição e que são solidárias com estas causas”, entende, confessando-se ainda “gratificada” por terem lançado o desafio a 35 pessoas para se tornarem sócias da instituição, e esse número ter sido largamente ultrapassado. “O objetivo era renovar a lista de sócios e foi conseguido, o que quer dizer que a instituição está cada vez mais voltada para fora, e faz questão de ter uma relação muito próxima com a comunidade”, faz notar.













