Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital adiantou, ontem, uma das soluções possíveis para a recuperação de um espaço nobre da cidade.
É uma das soluções possíveis para a recuperação do antigo colégio Brás Garcia de Mascarenhas na cidade de Oliveira do Hospital, que se encontra em processo de degradação.
O presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, avançou ontem com a possibilidade de converter o edifício do emblemático colégio oliveirense num espaço igualmente “ligado à educação”, nomeadamente uma residência universitária e na própria sede da universidade sénior, que assinalou ontem três anos de vida. O autarca falava durante a cerimónia de abertura do ano letivo desta academia, onde deu conta da necessidade de “encontrar uma solução” para o antigo colégio, que “é um espaço que diz muito a muitos de nós” e que está desocupado desde que a ARCIAL há alguns anos atrás inaugurou as novas instalações.
Apesar de se viver “num tempo de vacas magras”, o autarca entende que este é um espaço que tem de ser intervencionado, mesmo “com pouco dinheiro”, até porque “o que está ali está mal e não dignifica a cidade”, referiu, apontando duas hipóteses de reabilitação daquele imóvel. “Poderíamos pensar que poderia servir para acolher a universidade sénior com salas especializadas e para outra coisa que eu acho que era importante: hoje nós precisamos de instalar alunos de outros países que procuram a nossa Escola Superior de Tecnologia e Gestão, como este ano, que temos perto de 20 alunos”, adiantou o edil, para quem este edifício era o “sítio ideal” para albergar esses estudantes que vêm de fora, e que Oliveira “precisa de cativar para manter o ensino superior no concelho”.
Contrariamente a algumas vozes que vêm defendendo a transformação daquele espaço num museu do queijo serra da Estrela, Alexandrino entende que o antigo colégio não é o local indicado para a concretização desse projeto. “Sinceramente acho que não faz sentido, um lugar ligado à nossa educação tem de estar ligado a coisas da área da educação”, considera, defendendo a construção do museu do queijo noutro local e de modo a permitir alguma interatividade com os visitantes. (leia mais na edição impressa)













