Alexandrino quer apoiar empresas e instituições nas candidaturas ao novo quadro 2020

Autarquia quer o concelho mais próximo das oportunidades de investimento.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital defende a criação de uma estrutura municipal que possa apoiar as instituições e as empresas no processo de candidaturas ao novo quadro “Portugal 2020”, nomeadamente na área da sustentabilidade, onde se insere a Eficiência Energética, que tem disponível uma linha de financiamento de 2,2 mil milhões de Euros.

José Carlos Alexandrino falava, na passada terça-feira de manhã, numa sessão de esclarecimento sobre oportunidades de financiamento na área da Eficiência Energética para IPSS, Empresas e Municípios organizada pela Agência de Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital (ADI), o NERC- Associação Empresarial da Região de Coimbra e o Grupo ISQ, tendo lamentado que, dois anos depois de ter sido lançado, ainda não haja no terreno, dinheiro investido do novo quadro comunitário. “É fundamental que não percamos esta oportunidade porque já se perderam dois anos de oportunidades”, afirmou o edil, para quem a própria Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra é que deveria financiar essa estrutura de apoio ao investimento em cada município. O autarca entende que deve ser uma estrutura “bastante qualificada”, através de uma empresa de consultadoria que ajude no processo das candidaturas, porque “as Câmaras têm que ter alguém que preste apoio aos empresários e às instituições”, de modo a que estes possam aproveitar as linhas de financiamento disponíveis nas diversas áreas.

No caso em apreço da eficiência energética, Alexandrino considera que é um “tema atual que projetará o futuro”, pelo que “quem tiver capacidade de adaptar as suas empresas e as suas instituições de modo a fazer baixar os custos com a energia” o deve fazer porque conseguirá uma “maior sustentabilidade”. O autarca deu mesmo o exemplo do Município de Oliveira do Hospital que tem vindo a reduzir a fatura com a iluminação pública – que representa um custo anual na ordem dos 700 mil euros- quer através da colocação de iluminação LED, quer com recurso ao desligamento de pontos de luz por todo o concelho.

Parceiro desta sessão de esclarecimento dedicada aos instrumentos financeiros do novo quadro para a área da energia, o presidente da ADI, José Francisco Rolo lembrou que a iniciativa pretendeu “aproximar as instituições da economia social, mas também as PME das oportunidades do quadro comunitário no domínio da eficiência energéticas e outras ações”. Neste caso, Oliveira do Hospital tem, como referiu, “potencial reforçado” pelo facto da cidade ser beneficiária do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) que ajudará no acesso a algumas medidas que se prevê sejam disponibilizadas no âmbito do Portugal 2020.

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