Alexandrino acusa PSD local de “falta de maturidade” no caso dos refugiados

Concelhia laranja tinha criticado “discurso paternalista” do presidente do Município por ter sido o primeiro no país a disponibilizar ajuda aos imigrantes ilegais vindos do norte de África.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital não entende as críticas do PSD local à sua disponibilidade para receber no concelho algumas famílias de refugiados do norte de África e que se encontram atualmente sem condições em centros de abrigo na ilha italiana de Lampedusa, considerando que a posição da Concelhia laranja só “demonstra falta de maturidade” e até alguma “irresponsabilidade” política.

“Eu gostaria de devolver uma questão ao PSD de Oliveira do Hospital quando o senhor primeiro ministro mandou muitos jovens portugueses emigrar, o que é que acha que esses países, para onde o primeiro ministro os mandou, deveriam fazer a esses jovens, dizer-lhes para voltarem para Portugal” questiona, confrontando a estrutura laranja local com esta posição do governo.

Refutando as acusações do PSD concelhio de que o presidente da Câmara ao ser o primeiro autarca no país a disponibilizar ajuda aos refugiados demonstra “uma falta de respeito para com os oliveirenses que mais precisam”, Alexandrino lembra que Oliveira do Hospital, contrariamente ao que a oposição pretende fazer crer “não tem bolsas de pobreza”, mas apenas alguns problemas sociais que são devidamente “atacados”, no âmbito de “um grande trabalho que tem sido feito na social”. “Quero dizer ao PSD que não temos ninguém em Oliveira do Hospital a dormir debaixo da ponte, por isso a nossa proposta mantém-se”, afirmou o autarca, dizendo notar numa grande “onda de solidariedade por parte dos oliveirenses” que “são um povo inclusivo”. “Aquilo que Oliveira do Hospital deu foi um sinal claro de solidariedade para com essas famílias que necessitam de ajuda, e tenho notado uma grande solidariedade do nosso povo”, referiu ainda o edil, aconselhando a Concelhia do PSD a “ouvir essas pessoas” em vez de se rodear de “3 ou 4 pessoas abastadas que não sabem como vivem certas pessoas”.

Apesar de ter sido o Município a dar o “exemplo” ao país, Alexandrino lembra, todavia, que Portugal irá receber, ao abrigo de um acordo com Bruxelas, cerca de dois mil refugiados e questiona o PSD oliveirense, uma vez mais, se “o país também não tem bolsas de pobreza” para acolher essas pessoas. “Bruxelas vai dar dinheiro aos Estados Membros que receberem refugiados”, fez notar o autarca, lamentando que o PSD oliveirense “não tenha percebido o alcance desta medida” e que coloque a questão no plano da “teatralização” da política. “O problema dos refugiados não é teatro, antes fosse”, afirmou o edil, lembrando, além disso, o maior partido da oposição no concelho que não são 10 famílias de refugiados que vão fazer diminuir os apoios sociais que o Município aos oliveirenses, nomeadamente os incentivos à natalidade, já que o PSD entende que o executivo em vez de ajudar os “de fora” deveria canalizar essa “vontade” para as famílias que pretendem ter filhos. “Eu gostava de perguntar ao PSD quem é que cortou os apoios à natalidade, não foi o meu executivo, mas este governo que cortou os abonos de família”, frisou, acusando a concelhia laranja de falta de “visão política”, pois não quer pensar que o PSD local tenha uma posição contrária relativamente ao acolhimento de refugiados no concelho “por qualquer tipo de uma atitude xenófoba para com estes povos que precisam de ajuda”.

Exit mobile version