É o regresso a uma nova normalidade também nas escolas do concelho de Oliveira do Hospital.
A Epoliva – Escola Profissional de Oliveira do Hospital e Tábua reabriu, esta segunda feira, apenas para os alunos das turmas do terceiro ano, com todas as medidas de proteção contra a Covid 19. Máscaras, viseiras de proteção e medição da temperatura corporal são apenas alguns dos equipamentos que passaram a fazer parte do novo dia a dia dos alunos da escola profissional, mas também de professores e auxiliares. A Eptoliva é agora uma escola adaptada a uma nova realidade, com o objetivo de terminar mais um ano lectivo com sucesso.
Numa visita à escola sede esta terça feira, que contou com a presença do executivo camarário, o presidente da Eptoliva, Daniel Dinis, fez notar precisamente o trabalho e a colaboração que tem havido com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital no sentido de criarem um clima de “confiança” essencial para o retomar das aulas presenciais. “ A escola tudo fará para lhes dar (aos alunos e professores) as condições de segurança que eles precisam nesta altura”, assegurou o diretor, que agradeceu ainda a ajuda do Município na aquisição de material informático necessário aos alunos que continuam em regime de ensino à distância.
Uma escola adaptada a uma nova realidade é também por estes dias a escola secundária de Oliveira do Hospital que mudou quase tudo na sua estrutura de funcionamento para receber os alunos do 11 e 12º anos. “Estamos confiantes que as coisas vão correr bem”, afiançou o diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, Carlos Carvalheira, salientando o facto das turmas estarem mais reduzidas e os alunos se encontrarem distribuídos pelos pavilhões todos da escola sede” para assegurar o distanciamento social tão necessário nesta fase.
“Aquilo que foi possível neste momento foi o regresso do 11º e do 12º e para isso a escola preparou-se convenientemente para os receber bem, porque aqui os três grandes princípios são: segurança, segurança e mais segurança”, fez notar o diretor que faz também um balanço positivo do ensino à distância que está em vigor para os restantes níveis de ensino, sublinhando, neste ponto, o contributo da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesias no sentido de dotar os alunos menos favorecidos dos “meios tecnológicos” indispensáveis para continuarem a ter aulas em casa.
Também o esforço dos professores, pais e encarregados de educação no acompanhamento dos alunos e na adaptação a esta nova realidade foi elogiado pelo diretor do AEOH que apostou num regresso com condições de segurança dos alunos do 11º e 12º até para que amanhã “não haja um retrocesso” nos números desta pandemia. “ E a prova provada de que os pais confiam na escola é o facto de uma percentagem elevadíssima de alunos terem voltado à escola e os próprios alunos reconhecerem que a escola se preparou e está a fazer com que haja segurança”, afirmou Carlos Carvalheira aproveitando para deixar uma mensagem de tranquilidade aos pais destes alunos que regressaram às aulas presenciais.
Também o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, que se fez acompanhar do seu executivo em permanência neste regresso à escola em tempo de pandemia, se mostrou seguro que os dois estabelecimentos educativos do concelho se prepararam exemplarmente para os novos tempos, julgando mesmo que “este é o primeiro passo de uma nova normalidade que veio para ficar”.
“O trabalho feito pelo AEOH e pela Eptoliva está a ser um trabalho brilhante, que tem sido muito acompanhado por nós, pela senhora vereadora da educação, a professora Graça Silva, em relação por exemplo a dotarmos os alunos de computadores, entregámos mais de 43 computadores e estamos a pagar alguns routers a alunos que não tinham internet em casa”, referiu o edil, constatando que este regresso às aulas presenciais da maioria dos alunos é um sinal claro de que pais e professores “têm confiança” nas escolas do concelho.













