Oliveira do Hospital assinala feriado municipal com olhos postos no desenvolvimento económico do concelho.
Há exatamente um ano quando tomava posse para um segundo mandato à frente da autarquia, coincidindo praticamente com as comemorações do feriado municipal, o presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, já apontava como prioridade do seu trabalho o apoio às empresas e ao desenvolvimento económico do concelho. E assim foi.
Um ano volvido sobre as promessas de novas políticas, o autarca destaca o trabalho que tem vindo a ser realizado nesta área, e do qual provavelmente “ a vida politica não se apercebeu”, que permite, hoje mesmo, perspetivar investimentos de vários milhões de euros no concelho. “Neste primeiro ano concentramo-nos no desenvolvimento económico, onde acompanhei alguns dossiês altamente complexos”, afirma o edil, referindo-se nomeadamente ao investimento do Grupo Sonae que se prepara para expandir a fábrica de aglomerados de madeira na Catraia de S. Paio, num investimento estimado em 50 milhões de euros. “Ninguém se apercebeu desse trabalho, mas foi preciso criar pontes, percebendo que houve aqui alguns momentos de desânimo e que podia estar muita coisa e causa”, recorda Alexandrino que esta terça-feira, vai poder homenagear com a mais alta distinção do Município, o patrão da Sonae, Belmiro de Azevedo, precisamente para simbolizar o contributo que um dos maiores empresários portugueses tem dado ao desenvolvimento do concelho, mantendo aqui uma das maiores unidades do grupo no setor das madeiras.
“Houve aqui um grande trabalho político e o investimento vai ser feito”, faz notar o autarca, que dá ainda conta do trabalho, já iniciado no mandato anterior, de “dinamização da nossa Zona Industrial”, permitindo, depois de muitos anos sem qualquer espaço de localização empresarial disponível, ter agora “vários lotes disponíveis e seduzirmos algumas empresas”. “São cinco empresas que se preparam para se instalar com a criação de cerca de 80 postos de trabalho”, regista o autarca, apontando as várias alterações ao regulamento da ZI, num trabalho “muito focado” nos empresários e no apoio à criação de novas empresas.
“Acho que a nossa preocupação deve ser o combate ao desemprego, sabendo nós que não somos responsáveis pelo desenvolvimento económico como presidente do Município não me posso alhear desta questão de criar condições para que Oliveira do Hospital seja uma cidade e um concelho atrativo”, considera Alexandrino, lembrando o esforço encetado pelos seus executivos de recuperação de postos de trabalho, como foi o caso da antiga fábrica de confeções HBC, adquirida por um conhecido empresário da região que retomou a laboração daquela unidade fabril, numa altura em que as confeções viviam um período critico, com o encerramento de várias empresas em Oliveira do Hospital, largando centenas de pessoas no desemprego. “Hoje estamos em condições de ceder lotes, os empresários por cada m2 pagam simbolicamente dois euros”, lembra o edil que dá conta de outra “medida de grande alcance” não só para as empresas, mas que terá um forte impacto nesta área, que é a recente aprovação do Plano Diretor Municipal (PDM). “Encontrei uma ZI com a maior parte das empresas instaladas de forma ilegal”, diz, congratulando-se por este documento ter sido finalmente aprovado, permitindo resolver definitivamente o problema de um conjunto de construções ilegais, nomeadamente empresas que, ao longo dos anos, foram fortemente penalizadas por esta situação.













